Uma equipe de cientistas de um instituto de pesquisa no Japão conseguiu criar uma vacina que foi capaz de matar um tipo específico do vírus HIV em macacos. Os resultados foram obtidos durante testes iniciais, de acordo com informações do jornal japonês The Asahi Shimbun.

Apesar de não ter cura, o vírus HIV tem tratamento e é possível viver uma vida relativamente tranquila com os coquetéis antiaids. Esses medicamentos, inclusive, são fornecidos gratuitamente no Brasil através do Sistema Único de Saúde (SUS).

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Porém, os tratamentos existentes ainda não foram capazes de matar o vírus efetivamente, mas apenas diminuir substancialmente os efeitos negativos da doença na saúde humana. Porém, isso pode começar a mudar caso os resultados desse novo estudo se reflitam nos testes em humanos.

Testes em macacos

Segundo a equipe do Centro de Pesquisa de Primatas de Tsukuba, no Japão, os testes desta vacina do HIV em humanos devem começar dentro de mais ou menos cinco anos. A vacina foi desenvolvida usando uma espécie de bactéria que fortalece a resposta imunológica.

Essa bactéria foi combinada com esse tipo específico do vírus HIV atenuado. Os testes foram feitos em sete macacos comedores de caranguejo infectados com o HIV-símio. Porém, os testes feitos após a aplicação do imunizante não encontraram vestígios do vírus nos macacos.

Próximos passos

Tubo de ensaio HIV positivo
Pesquisadores esperam poder coletar amostras de HIV humano para realização de novos testes. Imagem: PENpics Studio/Shutterstock

Mesmo após a injeção de uma quantidade maior de vírus, que poderia ser fatal em outras ocasiões, a carga viral desapareceu sem deixar vestígios em seis das sete cobaias. Agora, os pesquisadores esperam poder usar o HIV coletado de humanos para fazer novos testes com a vacina.

Este, porém, não é o único grande esforço para desenvolver uma vacina contra o vírus da Aids. A farmacêutica Moderna, responsável por uma das vacinas mais eficientes do mercado contra a Covid-19, iniciou recentemente testes de uma vacina contra o HIV.

A empresa espera usar a mesma tecnologia usada em sua vacina contra o coronavírus, o mRNA, ou RNA mensageiro, para tentar ter uma vacina eficiente contra o vírus da Aids.

Via: Futurism

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