Os analistas de mercado do Bradesco BBI (Banco de Investimento da Organização Bradesco) rebaixaram o nível de recomendação das ações da PagSeguro e da fintech Stone.

A primeira caiu do nível ‘outperform’, termo em inglês que denota desempenho acima da média, para neutra. A Stone, por sua vez, teve os seus papéis rebaixados de neutra para ‘underperform‘, que, diferente do termo citado antes, mostra um desempenho abaixo da média observada no mercado.

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Um dos motivos, segundo os especialistas, é a queda das margens líquidas para os adquirentes em virtude das altas taxas de juros — adquirentes são empresas cujo papel é liquidar transações financeiras através de cartão de crédito e débito. 

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No caso específico da Stone, os analistas ainda destacam um salto em despesas internas depois que a empresa decidiu comprar a Linx, uma companhia que opera no setor de tecnologia para o varejo. A aquisição, como de costume, demanda maiores investimentos por parte da compradora em outras áreas, o que elevou a sua necessidade de capital de giro para financiar o negócio.

Sendo assim, suas projeções de lucro acumulado para 2022 caíram de R$ 1,77 bilhão para R$ 745 milhões, menos da metade do esperado. O número refletiu diretamente no valor das ações da Stone, que caíram de US$ 49 para US$ 16,78 ao longo do pregão desta segunda (22) na Nasdaq.

Já sobre o PagSeguro, a avaliação dos especialistas se repetiu na necessidade de capital de giro para financiar os negócios da companhia em 2022 e também no aumento de despesas com investimentos.

Assim como no caso da Stone, a projeção de lucro acumulado para o PagSeguro no próximo ano caiu de R$ 2,46 bilhões para R$ 1,65 bilhão, 24% abaixo do esperado. O cenário também impactou no valor das ações da empresa, que caíram de US$ 63 para US$ 27,67 nesta segunda (22) na Bolsa de Valores de Nova Iorque (NYSE).

Fonte: Valor Investe

Imagem principal: Jo Galvao/Shutterstock

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