A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, nesta quarta-feira (24), a inclusão da dose de reforço na bula da vacina da Pfizer em pessoas com mais de 18 anos. De acordo com as recomendações, a aplicação da nova dose deve ser feita, no mínimo, após seis meses do esquema vacinal completo.

O gerente de medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes, anunciou que a aprovação aconteceria em caráter condicional. Com isso, a farmacêutica responsável pelo imunizante deve fornecer dados adicionais de eficácia, resposta imune e segurança do reforço.

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“O benefício-risco do uso da terceira dose é positivo a depender do contexto epidemiológico da pandemia no país, tendência de queda da efetividade da vacina, e deve considerar os dados limitados de segurança disponíveis”, relatou a Anvisa.

Meiruze Freitas, relatora e responsável pela Segunda Diretoria da Anvisa, informou que a dose de reforço só será permitida em maiores de 18 anos, pois as evidências apontam que o benefício da dose adicional seria pequeno para os adolescentes.

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Covid-19: Anvisa aprova inclusão da dose de reforço na bula da Pfizer. Marcelo Camargo/Agência Brasil

Apesar da aprovação da Anvisa só ter sido anunciada neste dia 24, o Ministério da Saúde publicou no último dia 18 de novembro uma nota técnica reforçando a importância da dose de reforço, incluindo a Pfizer como uma das indicações para imunização adicional.

Na nota, a pasta afirmava que se a pessoa completou o esquema vacinal com doses da CoronaVac, AstraZeneca, Pfizer ou mix AstraZeneca/Pfizer, ela deve receber como reforço, uma dose da Pfizer, de preferência.

“Caso o Ministério da Saúde mantenha a decisão de ampliar a dose de reforço independente da bula aprovada pela Anvisa, reafirmo, o ideal é que a vacinação de reforço esteja aprovada nas bulas da Anvisa”, disse Freitas.

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