Com o fim do leilão do 5G no início de novembro — que acabou arrecadando menos que o esperado — algumas empresas já começam a se movimentar para se preparar para o avanço da tecnologia de rede móvel mais recente no Brasil. É o caso da finlandesa Nokia, que pretende reforçar a sua atuação por aqui em um dos setores mais importantes para a companhia: o de infraestrutura de telecomunicações.

A informação foi confirmada no último domingo (28) pelo presidente da Nokia no Brasil, Ailton Santos. O executivo disse ao portal O Globo que a empresa está avaliando a construção de uma fábrica nacional para conseguir atender a demanda de equipamentos voltados para o 5G, que deve começar a funcionar nas capitais até o fim de julho de 2022.

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Segundo Santos, a Nokia, que já responde por 20% da infraestrutura de mercado do 4G no país, está em negociações com todas as teles vencedoras do leilão de novembro: “Estamos discutindo neste exato momento se vale a pena fabricar no Brasil”, disse. “Temos 12 mil antenas da Nokia instaladas que são 4G e, com uma atualização de software, já estão prontas para o 5G”.

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Sobre fechar acordo com as operadoras, o presidente da Nokia ressaltou que a empresa já atua junto aos “principais players do mundo”: “Temos contratos com as maiores operadoras dos EUA, do Japão, da Coreia do Sul e da Europa. No Brasil, temos contrato com a TIM no 5G e agora estamos discutindo contrato com as demais”.

Para o executivo, o 5G deve ser trabalhado com “o pensamento de ecossistema” no Brasil: “5G é um esporte coletivo. Por isso temos investido em parcerias com startups e instituições de ensino”.

Por fim, sobre a importância de sair na frente na implementação da tecnologia, Santos declarou: “As empresas que não adotarem a plataforma do 5G não vão conseguir garantir competitividade”. 

Imagem principal: Mercurious/Shutterstock

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