As farmacêuticas Pfizer e Merck estão aguardando o término do processo de revisão por parte do FDA, órgão dos Estados Unidos similar à Anvisa, de dois comprimidos antivirais contra a Covid-19. Caso aprovados, esses dois medicamentos têm a possibilidade de mudar o curso da pandemia no país e no mundo.

Caso aprovados, os medicamentos têm o poder de mudar significativamente o curso da pandemia da Covid-19 no mundo, já que a doença pode se tornar tratável por meio de remédios, algo que hoje não é possível. Ou seja, com um tratamento mais simples, a pandemia pode finalmente ter um fim à vista.

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Conheça o medicamento da Pfizer

Caixa do Paxlovid, da Pfizer
Paxlovid é o candidato a medicamento da Pfizer contra a Covid-19. Crédito: Rarrarorro/Shutterstock

O medicamento da Pfizer, que recebeu o nome comercial de Paxlovid, caso aprovado, será usado para casos leves a moderados de Covid-19 em pessoas com alto risco de hospitalização ou morte. O medicamento é um bloqueador de protease, que bloqueia uma enzima necessária para a replicação do vírus.

Os pacientes precisariam tomar dois comprimidos de Paxlovid por dia, durante cinco dias, em conjunto com um outro medicamento de uso oral, o ritonavir. A função desse segundo comprimido é de ajudar o Paxlovid a permanecer ativo no organismo por um maior período de tempo, bloqueando a replicação do vírus.

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De acordo com a Pfizer, o uso do Paxlovid em conjunto com o ritonavir deve começar no máximo três dias após os primeiros sintomas  da Covid-19. Segundo a empresa, os estudos mostraram uma diminuição de 89% no risco de hospitalizações e mortes em pacientes de alto risco.

Merck e o molnupiravir

Caixa do Molnupiravir, da Merck
Molnupiravir é a aposta da Merck contra a Covid-19. Crédito: G.Tbov/Shutterstock

Já o medicamento da Merck, o molnupiravir, é um medicamento do tipo análogo de nucleosídeo, que tem a função de evitar que o vírus da Covid-19 se replique. Para isso, ele introduz “erros de cópia” no RNA do vírus durante o processo de replicação do patógeno.

Caso seja autorizado, o molnupiravir precisará ser tomado oito vezes ao dia durante cinco dias, sem nenhum outro comprimido em conjunto. Segundo a Merck, o início do tratamento deve começar cinco dias após o início dos sintomas, o que deve reduzir o risco de hospitalizações de grupos vulneráveis em cerca de 50%.

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