A Organização Mundial da Saúde (OMS) relatou nesta terça-feira (30) que não concorda com as proibições de viagens que estão sendo impostas pela nova variante ômicron, que causa a Covid-19. O órgão ainda pediu que qualquer medida imposta seja baseada em evidências.

De acordo com a OMS, medidas como triagem e quarentena de passageiros internacionais são métodos viáveis, mas proibições generalizadas não evitarão a propagação da nova variante. “As proibições generalizadas de viagens não impedirão a disseminação internacional e representam um fardo pesado para vidas e meios de sustento”, disse.

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A Organização Mundial da Saúde afirma que 56 países estavam implementando medidas restritivas de viagem desde o dia 28 de novembro com o intuito de adiar a chegada da variante ômicron.

No comunicado, a OMS ainda pediu que pessoas do grupo de risco, aqueles com mais de 60 anos e comorbidades, devem adiar suas viagens internacionais

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Covid-19: OMS critica proibições de viagens devido a variante ômicron. Créditos: Reuters

Dois casos da variante Ômicron são confirmados no Brasil

O laboratório do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, confirmou dois casos da variante Ômicron da Covid-19. Os casos são o primeiro da nova cepa a serem confirmados no Brasil. As vítimas são um homem de 41 anos e sua esposa, de 37.

Um dos resultados é do passageiro que desembarcou em Guarulhos no último dia 23 de novembro voltando da África do Sul. Existe um terceiro caso suspeito, de um passageiro que veio da Etiópia para o Aeroporto Internacional de Guarulhos, mas este ainda está em investigação.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já foi notificada sobre os resultados positivos dos testes. A agência enviou os dados para o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, que já confirmou que os casos realmente são da variante Ômicron.

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