A Nasa confirmou uma nova data para uma caminhada espacial Estação Espacial Internacional (ISS) originalmente programada para terça-feira (30), afirmando que, passado o alerta contra destroços, Thomas Marshburn e Kayla Barron sairão para à parte externa da ISS na quinta-feira (2), para trocar um sistema de antenas. A agência americana não informou o horário específico de início da caminhada.

A ocasião marcará o quinto “passeio” de Marshburn, mas será o primeiro tomado por Barron. Ao final de segunda-feira (29), a Nasa decidiu adiar a ocasião a fim de preservar a segurança dos astronautas após a ISS emitir um alerta de detritos – lixo espacial – que navegavam na órbita próxima à estação.

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Os astronautas Thomas Marshburn e Kayla Barron farão caminhada espacial para trocar um sistema de antenas externas da Estação Espacial
Os astronautas Thomas Marshburn e Kayla Barron farão caminhada espacial para trocar um sistema de antenas externas da Estação Espacial Internacional (ISS) (Imagem: NASA/Divulgação)

“Após receber informações adicionais sobre uma notificação tardia de detritos na última segunda-feira [29[, a Nasa determinou que a órbita do material não oferece risco a uma caminhada agendada para Thomas Marshburn e Kayla Barron ou mesmo para as operações da ISS”, diz trecho do comunicado. “Adiar a caminhada espacial trouxe à Nasa uma oportunidade de avaliar o risco do alerta de detritos”.

O problema de destroços flutuando no espaço é um que sempre preocupou agências e empresas do setor espacial em todo o mundo, mas que vem se tornando mais e mais evidente graças a eventos recentes. É importante lembrar que todos os destroços viajam em velocidade orbital: 28 mil km/h. Com isso, mesmo a menor das partículas, como um floco de tinta do exterior de um foguete, pode fazer muito estrago se colidir contra a ISS, mais ainda se encontrar um astronauta.

Recentemente, um teste militar executado pelo governo russo disparou um míssil contra um satélite soviético desativado, gerando mais de 1,5 mil destroços no espaço e ampliando o problema do lixo espacial.

Por outro lado, o contínuo lançamento de novos satélites de observação, de conexão à internet e outras finalidades também acaba agravando o problema: somente a SpaceX já lançou quase dois mil satélites para sua plataforma online Starlink – e o desejo da empresa é posicionar uma constelação de 12 mil satélites.

A situação está em um ponto tão preocupante que estimativas afirmam que a Terra, a exemplo de Saturno, está perto de ganhar o seu próprio anel planetário: a diferença é que o nosso será feito de lixo.

Empresas como a Privateer, fundada pelo ex-fundador da Apple, Steve Wozniak, buscam desenvolver tecnologias que minimizem o problema do lixo espacial. Paralelamente, estudos estão testando o uso de eletroimãs para o recolhimento de itens menores, e a China já cogita até mesmo soluções militares contra os dejetos do espaço.

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