A receita gerada por serviços da quinta geração de telefonia móvel (5G) está projetada em US$ 600 bilhões até 2026. Isso representa 77% da receita global das operadoras de telecomunicações. Os números foram levantados em 53 países, incluindo o Brasil.

A pesquisa se chama “Estratégias de Receita dos Operadores: Desafios, Oportunidades & Previsões de Mercado 2021-2026”, da consultoria Juniper Research e foi conduzida por Sam Barker, com coautoria de Charles Bowman, da Juniper Research, no Reino Unido, que analisou os mercados de oito regiões geográficas.

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O estudo destacou que o número estimado atualmente é de 8 bilhões de assinaturas de serviços móveis em todo o mundo. Ao todo, 6 bilhões de conexões são relacionadas a smartphones, de uma base de 5,9 bilhões de assinantes únicos.

No ano de 2026, os dispositivos celulares de internet das coisas (denominado pela sigla IoT, em inglês), devem atingir 6 bilhões. O dado supera o número de smartphones pela primeira vez, incluindo dispositivos de cidade inteligente de agricultura conectada.

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Durante a pandemia causada pela Covid-19, as assinaturas relacionadas de 5G aumentaram, mas ainda assim, as conexões de 4G continuam dominantes. O estudo sugeriu que as assinaturas de 5G devem alcançar 580 milhões no fim ainda deste ano e 3,5 bilhões no encerramento de 2026.

No momento, o 2G representa 18% das conexões globais, seguido do. 3G (29%), 4G (50%) e 5G (4%). Com o avanço da tecnologia junto com os reguladores que fazem o leilão das frequências para lançamento das redes. Tanto que é o caso do Brasil com o leilão foi realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em setembro. Vale lembrar que as primeiras redes 5G têm prazo para lançamento até julho de 2022.

Segundo a análise, a migração de 4G para 5G não significa um aumento de assinantes, na verdade, significa o uso aprimorado de funcionalidades da ferramenta. Sendo assim, o crescimento de assinantes pode se dar quando o serviço estiver disponível em países com grandes populações, como Bangladesh e Índia, só que precisa que a população tenha poder aquisitivo para contratar um serviço 5G.

Fonte: Valor Econômico

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