Uma verdadeira guerra pode estar acontecendo neste exato momento na órbita da Terra. Isso é o que afirma o general David Thompson, vice-líder de operações da Força Espacial dos EUA. 

De acordo com o declarado por Thompson ao jornal The Washington Post, os satélites do governo norte-americano estão sofrendo ataques da China e da Rússia “todos os dias”.

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General David Thompson, vice-líder de operações da Força Espacial dos EUA. Imagem: Air Force Magazine

Ele descreve essas operações, no entanto, como “ataques reversíveis”, já que fazem uso de armas como lasers, bloqueadores de rádio e ataques cibernéticos que não causam danos permanentes. 

“As ameaças estão realmente crescendo e se expandindo a cada dia. E é realmente uma evolução da atividade que vem acontecendo há muito tempo”, disse Thompson. “Estamos realmente em um ponto agora em que há uma série de maneiras pelas quais nossos sistemas espaciais podem ser ameaçados”.

EUA dizem que China lançou míssil hipersônico, mas governo chinês desmente

Como pano de fundo das afirmativas do general estão operações recentes da China e da Rússia para testar armamentos espaciais avançados.

No meio do ano, o governo chinês surpreendeu o mundo, e principalmente os EUA, quando, supostamente, lançou um teste de míssil hipersônico. Segundo divulgado na imprensa americana na época, o veículo planador com capacidade nuclear poderia contornar o sistema de defesa antimísseis americano e também representar uma ameaça em operações espaciais. 

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No entanto, a China negou as acusações. “Não era um míssil, mas sim uma nave espacial”, disse Zhao Lijian, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, durante uma coletiva de imprensa em Beijing. Segundo ele, a operação foi apenas um “teste de rotina” que tinha por objetivo avaliar a capacidade de reutilização de um veículo após uma viagem pela órbita da Terra.

Mais recentemente, foi a vez da Rússia. Embora o alvo de um míssil disparado pelo país tenha sido um satélite próprio, o teste teve consequências graves – ainda que sem vidas humanas perdidas – fomentando ainda mais a tensão existente entre as nações. Como resultado da destruição do Cosmos 1408, segundo a Nasa, foi formada uma nuvem de, pelo menos, 1,5 mil fragmentos de lixo espacial viajando a 28 mil km/h.

Esses detritos cruzaram o caminho da Estação Espacial Internacional (ISS) várias vezes, enquanto os astronautas a bordo eram alertados para buscar abrigo nas naves de retorno em meio a temores de que o laboratório orbital fosse atingido.

Pelas observações de Thompson, pode-se dizer que os EUA acreditam que as batalhas no espaço não são ficção científica ou algo para um futuro distante – elas já acontecem e estão começando a esquentar. 

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