A cidade de São Paulo espera reduzir o intervalo entre a segunda e a terceira dose da vacina contra a Covid-19 de cinco para quatro meses. Segundo o Secretário Municipal de Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, a ideia é fazer a mesma coisa que foi feita na União Europeia e no Reino Unido.

“A nossa ideia é ampliar a cobertura vacinal da população com a 3ª dose”, declarou Aparecido em entrevista à jornalista Mônica Bergamo na Rádio Bandeirantes. “Agora, com a nova variante [Ômicron], isso é importante”, completou o secretário.

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Mais de 1 milhão de paulistanos beneficiados

De acordo com Aparecido, mais de 1,3 milhão de paulistanos seriam beneficiados caso a redução do intervalo entre as doses seja aprovada. Para diminuição do prazo, é necessária uma aprovação do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

Segundo o secretário municipal de saúde de São Paulo, Edson Aparecido, mais de 1,3 milhão de paulistanos seriam beneficiados com a antecipação. Imagem: DEIVIDI CORREA DE SOUZA / Shutterstock

“A gente deve fazer solicitação à Anvisa, mas também ao Comitê Científico do estado. Estado e município poderiam tomar essa decisão. Não precisa autorização da Anvisa”, disse o secretário. De acordo com Edson Aparecido, há doses suficientes de vacinas para reduzir o intervalo sem nenhum prejuízo.

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Edson Aparecido defende que com o surgimento da variante Ômicron e o cenário de aumento de casos, hospitalizações e mortes em países com baixa cobertura vacinal, a aceleração da imunização tornou- se fundamental. O secretário também lamentou o atraso do reforço na vacinação.

Terceira dose atrasada

Segundo ele, ao menos 1 milhão de paulistanos poderiam ter tomado a terceira dose, mas ainda não compareceram aos postos de imunização. “A gente espera que, com a nova variante, a população possa comparecer e se imunizar de forma completa”, declarou o secretário.

Na manhã desta quinta-feira (2), a Secretaria Municipal de Saúde enviou uma série de ofícios para o Governo do Estado de São Paulo, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ao Ministério da Saúde. No documento, a pasta acabou com a exigência do comprovante de endereço para vacinação no município.

Via: Rádio Bandeirantes

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