A SafeSpace, uma startup que desenvolveu a sua própria plataforma digital para denúncia de casos de assédio, discriminação e fraude no trabalho, acaba de levantar R$ 11 milhões em uma nova rodada de investimentos — a segunda desde outubro de 2020 e a maior já recebida por uma startup comandada por mulheres no Brasil.

O cheque, liderado pelo fundo ABSeed Ventures, também contou com a participação do DGF Investimentos e de investidores-anjo.

publicidade

Presença da SafeSpace no mercado

Fundada em março de 2020, a empresa declarou que vai usar os recursos para aprimorar ainda mais o seu produto, que já é utilizada por mais de 50 empresas e está presente em companhias como a Creditas, que atua no segmento financeiros, na Petlove, o supermercado online de produtos para pets, dentre outras.

Atualmente, mais de 15 mil pessoas em 7 países têm acesso à plataforma criada pelas empreendedoras Rafaela Frankenthal, Giovanna Sasso, Natalie Zarzur e Claudia Farias.

Comandada por mulheres, startup SafeSpace recebe aporte de R$ 11 milhões
Aporte é o maior já recebido entre as startups comandada por mulheres no Brasil. Imagem: PCH.Vector/Shutterstock

“Problemas de comportamento sempre existiram nas empresas, mas hoje o risco não é apenas das pessoas envolvidas, mas também, e principalmente, das companhias. Por isso as empresas estão entendendo a necessidade de olhar para ferramentas de compliance de uma forma diferente”, explicou Rafaela, a cofundadora da startup. 

Veja também: o que é assédio virtual?

Leia mais:

As empreendedoras também ressaltam que há cada vez mais casos de má conduta sendo divulgados na mídia, o que tem gerado preocupação por parte das empresas em garantir o bem-estar de seus colaboradores: “Recebemos muitos contatos de empresas que estão sendo direcionadas a implementar soluções de compliance* mais eficientes. Isso é uma prova de que a postura do mercado está mudando”, complementou a executiva. 

*Termo cuja função é proporcionar segurança e minimizar riscos em instituições e empresas, garantindo o cumprimento das normas e leis.

Sobre o aporte, Geraldo Melzer, sócio da Abseed, declarou: “Apostar em um time com quatro fundadoras mulheres, que têm como missão tornar o ambiente de trabalho legitimamente seguro, traz um componente muito especial para esse investimento”.

Por fim, como empreendedora, Rafaela também chama a atenção para o gap de gênero que ainda existe no universo das startups: “Temos muito poucas mulheres no comando e um volume ainda muito pequeno de investimentos voltados para as empresas formadas por um time totalmente feminino. Mas o mercado está mudando rápido, ao mesmo tempo que o produto que estamos desenvolvendo está sendo motor de mudança de cultura nas empresas, nós também estamos à frente dessa transformação como empreendedoras”, finalizou.

Imagem principal: SFIO CRACHO/Shutterstock

Já assistiu aos novos vídeos no YouTube do Olhar Digital? Inscreva-se no canal!