O americano Ludwig Ahgren é literalmente o campeão do Twitch: em abril deste ano, bateu o recorde de audiência em uma transmissão ultra longa na plataforma, com 283.061 espectadores ao mesmo tempo. Buscando novas oportunidades de negócio, ele decidiu mudar de casa, para o tradicional site do Google. E teve sua transmissão cortada no meio e seu canal do YouTube banido por “violação de direitos autorais”, antes de completar uma semana.

Ele explicou a história em outro vídeo, num canal secundário.

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“Eu estava tentando olhar os 50 vídeos vintage mais clássicos do YouTube de todos os tempos para encontrar qual é o maior vídeo do YouTube de todos os tempos”, afirmou Ahgren. “E, em meio a isso, acabei escutando alguns segundos de Baby Shark, que nunca mais vou ousar ouvir por outro segundo, pelo amor de Deus! Eu tenho certeza que os senhores corporativos que são donos de Baby Shark mantém o YouTube sob punho de ferro, então eles me tiraram do ar.”

YouTube tem um bot draconiano de direitos autorais

Ahgren também diz que acreditou que, se houvesse algum problema de direitos autorais, receberia um aviso e teria seus lucros divididos com o dono da propriedade. Mas não que seria banido sem aviso como foi. Em quatro anos de Twitch, ele não teve nenhum problema.

Vários outros streamers estão reclamando do sistema draconiano de direitos autorais do YouTube. A plataforma é capaz de detectar algoritmicamente quando uma música pertencente a um parceiro seu está sendo tocada em outro vídeo.

Neste caso, o streamer nem realmente estava usando a música como plano de fundo, mas ouvindo no próprio YouTube.

As medidas dependem de qual o contrato que o parceiro estabeleceu: alguns só pedem uma fatia dos lucros. Outros são mais estritos. Como não há aviso, isso cria um clima de insegurança.

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