Evie Toombes, uma jovem de 20 anos da cidade de Lincolnshire, na Inglaterra, ganhou o direito de receber uma indenização milionária após processar o médico de sua mãe, Caroline Toombes. A jovem, que nasceu com espinha bífida, uma condição que prejudica a qualidade de vida da criança, alega que nunca deveria ter nascido.

Em decisão inédita na história do Reino Unido, a juíza da Suprema Corte de Londres Rosalind Coe deu ganho de causa para Evie e concedeu a ela o direito de uma indenização. O valor a ser pago ainda não foi calculado, porém, deverá ser bem elevado, podendo chegar a cifras milionárias.

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O que é espinha bífida?

A espinha bífida é uma condição relativamente comum em que a medula espinhal do bebê não se desenvolve durante a gestação. Isso pode acarretar uma outra condição, a hidrocefalia, que é o acúmulo de líquido dentro do cérebro. Isso pode causar um aumento excessivo do crânio e problemas de desenvolvimento.

De acordo com Evie Toombes, sua mãe não foi informada corretamente sobre a importância do ácido fólico durante a gravidez. Também conhecido como vitamina B9, ele tem papel importantíssimo durante a gestação, já que pode reduzir o risco de deficiências na coluna vertebral e no cérebro de bebês.

Jovem caucasiana com um urso de pelúcia
Evie Toombes possui mobilidade reduzida e precisa passar por uma série de tratamentos médicos. Apesar disso, ela tem uma carreira prolífica no hipismo. Crédito: Instagram/Reprodução

No processo, a jovem acusa o médico Philip Mitchell de concepção incorreta, por não ter aconselhado Caroline a tomar suplementos vitais antes e depois da gravidez. O médico, por sua vez, nega as acusações e diz ter dado conselhos razoáveis sobre o ácido fólico.

Tópico não foi abordado adequadamente

A mãe de Evie confirma que o tópico foi abordado durante a consulta, porém, o médico não informou sobre a importância da vitamina na prevenção de condições como a espinha bífida. De acordo com a advogada do caso, Susan Rodway, Caroline teria feito diferente se tivesse sido aconselhada adequadamente.

A gravidez de Evie Toombes foi extremamente planejada e, segundo Caroline, ela teria esperado bem mais tempo para engravidar e feito a suplementação com ácido fólico caso tivesse sido orientada pelo médico. 

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Mitchell se defendeu dizendo que tem como prática receitar 400 microgramas de ácido fólico durante três meses para todas as mulheres que o procuram dizendo que querem engravidar. Ele afirma que orientou a mãe de Evie a manter uma boa dieta e bons níveis de ácido fólico.

Segundo Evie, os erros de Philip Mitchell fizeram com que ela tivesse sua qualidade de vida bastante prejudicada. Aos 20 anos, ela tem a mobilidade bastante limitada e precisará usar uma cadeira de rodas conforme for envelhecendo.

Via: New York Post

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