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Review | iPhone 13 Pro Max: o melhor iPhone de todos continua incrível

09/12/21 18h23, atualizada em 09/12/21 18h44
iPhone 13 Pro Max (Imagem: Mario Kurth/Olhar Digital)
Nota
9.4

iPhone 13 Pro Max (Imagem: Mario Kurth/Olhar Digital)

Prós
  • Tela impecável
  • Design bonito e resistente
  • Câmeras são excelentes em qualquer ambiente
  • Desempenho exageradamente forte
Contras
  • Câmera frontal perde pra concorrência
  • É caro

Quando o assunto é o maior e melhor smartphone do ano, a Apple tende a não perder para a concorrência, ao menos é o que vem acontecendo nos últimos anos. Com o iPhone 13 Pro Max a situação não parece ter mudado. O aparelho soa como uma pequena atualização do iPhone 12 Pro Max do ano passado, e é mais ou menos isso mesmo.

Em 2021 o iPhone 13 Pro Max segue o mesmo visual de seu antecessor, continua com uma cara mais “de luxo”, graças ao brilho das bordas, tem visualmente o mesmo arranjo para as câmeras na traseira, só que aqui as coisas começam a mudar. Os sensores são novos, a tela tem atualização mais elevada e o processador é um monstro, em qualquer sentido.

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Review do iPhone 13 Pro Max em vídeo

Bom, eu sou André Fogaça e passei mais de um mês com o iPhone 13 Pro Max no bolso e conto para vocês como foi a minha experiência. Principalmente para responder: vale a pena comprar o iPhone mais caro de toda linha de iPhones? Vem comigo, que eu explico isso nos próximos parágrafos.

Design e tela

Se você já olhou para alguma geração do iPhone em linha “Pro”, já deve ter notado que a beleza externa faz parte do pacote. Por aqui nada muda, a Apple continua escolhendo aço inoxidável para as bordas e não entrou na onda da concorrência para a traseira. Isso significa a presença de vidro fosco e com acabamento impecável.

iPhone 13 Pro Max (Imagem: Mario Kurth/Olhar Digital)

Sim, o conjunto de câmeras é maior que na geração passada e sim, o celular está pesado. Isso é um problema? Não se você já vem do modelo anterior ou já comprou aparelhos topo de linha, mas, mesmo assim, vai notar os gramas extras na mão.

Em portas e conexões, tudo que está aqui existe em qualquer outro iPhone lançado nos últimos anos. Já na tela temos outra pequena mudança e ela está no notch. Ele é menor, mas o tamanho diminuiu apenas nas laterais, não na vertical e tem outra coisa: o iOS não utiliza esse espaço extra para mostrar mais conteúdo. De forma resumida, a Apple reduziu o entalhe apenas por motivos de: ela poderia fazer isso. Para o usuário nada muda.

Fechando o corpo, a Apple colocou certificação IP68, mas prometendo muito além da concorrência. Por aqui você pode mergulhar o celular em até seis metros de profundidade, por meia hora. Eu faria isso? Não, prefiro garantir a boa vida de um celular tão caro.

iPhone 13 Pro Max (Imagem: Mario Kurth/Olhar Digital)

A tela é uma das grandes novidades do iPhone 13 Pro Max, que é uma situação repetida no iPhone 13 Pro. O display é de 6,7 polegadas e vem com aquela proteção extra para quedas, que mistura cerâmica e vidro. Funciona, mas eu preferi não testar e você deve entender bem o motivo ($$$).

Nessa geração o display é chamado de Tela Super Retina XDR com ProMotion, que é o nome bonito para um painel LTPO, em variante do OLED já conhecido por muita gente, de muita marca diferente. No iPhone 13 Pro Max isso significa que o iOS consegue enviar informações para este componente entre 10 e 120 Hz, sempre de acordo com o conteúdo exibido.

Colocar 120 Hz para ver uma foto parada é mero desperdício irracional de bateria, então nesse momento o consumo cai bastante para os 10 quadros por segundo. Se você dá um scroll, automaticamente o dedo faz a atualização ir até o máximo e depois para, junto da tela.

iPhone 13 Pro Max (Imagem: Mario Kurth/Olhar Digital)

Sim, o mercado de aparelhos Android já entrega atualização ainda maior que essa e vem fazendo isso faz algum tempo. A Apple demorou para entregar este recurso, que começou lá nos iPads. É, finalmente chegou e chegou bonito, já que ter um hardware tão monstruoso e não mostrar animações extremamente fluidas, é um erro para o olho do consumidor.

Em números, no restante, você tem resolução de 2.778 x 1.284 pixels, brilho máximo de 1200 nits e isso é muito mesmo. Também existe suporte para Dolby Vision e uma reprodução de cores que é um chuchu. Sério, eu não vi tela melhor que essa em nenhum celular, mesmo nos mais caros da Samsung.

Hardware e software

Comentar do hardware em um celular que é o mais caro do ano para Apple, é chover no molhado. De forma resumida, saiba que o chip A15 Bionic é exageradamente forte para um smartphone e ele vai segurar o ótimo desempenho por anos. Nesse momento ele roda qualquer coisa que existe para iOS e faz isso com os pés nas costas. Com olhos vendados, sabe?

Enfim, uma mudança nesse modelo está na capacidade de armazenamento, que agora pode ser de até 1 TB. Sim, essa é a mesma capacidade de memória do meu computador. Pois é, a Apple não coloca um microSD em nenhum iPhone e eu tenho certeza absoluta que você não vai sentir falta dele, nesse tanto de espaço.

iOS 15 no iPhone 13 Pro Max (Imagem: reprodução)

O iOS 15 vem instalado de fábrica e ele oferece basicamente todos os recursos que já falamos no texto dedicado pras novidades do sistema, que você pode conferir neste link.

O software continua fechado como sempre foi, ágil como aparece em qualquer novo iPhone e roda sem qualquer engasgo, mesmo com muitos apps abertos. Mesmo sendo mais restrito, eu gosto bastante da integração aberta que existe dentro do ecossistema da Apple.

Bateria

Voltando para as mudanças que afetam o usuário, a bateria é uma delas. A Apple colocou uma que é 18,5% maior no iPhone 13 Pro Max, quando comparado com a geração anterior e isso é ótimo, além de servir como explicação do tamanho e peso maiores do celular. Não tem como reclamar, a autonomia desse aparelho é fantástica…para os padrões de um smartphone.

iOS 15 no iPhone 13 Pro Max (Imagem: reprodução)

Mesmo com as semanas de uso, eu não consegui forçar a bateria até acabar em menos de um dia. Claro que isso em um uso comum, com algumas horas de vídeos, uns jogos aqui e ali, muita rede social, algumas fotos e gravações e muito podcast. Enfim, eu sempre consegui ficar um dia e meio longe da tomada.

Falando em tomada, o iPhone 13 Pro Max segue a ideia do modelo anterior e não entrega o carregador na caixa. Por regra a Apple aceita até 27 watts entrando e eu fiz isso, conseguindo pouco mais de 50% em meia hora com o cabo plugado. Ótima marca, já que precisei passar pouca coisa além de uma hora e vinte minutos para ter a carga em 100% mais uma vez.

Câmeras

iPhone 13 Pro Max (Imagem: Mario Kurth/Olhar Digital)

Pronto, chegamos nas câmeras e é aqui que outro salto em evolução aparece. Por mais que o conjunto continue com três sensores de 12 megapixels, sendo o principal para imagens wide, seguido do secundário para fotos ultrawide e o último para zoom óptico de três vezes, as possibilidades com eles foram expandidas.

Foto com a câmera ultrawide do iPhone 13 Pro Max (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a câmera principal do iPhone 13 Pro Max (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

De forma geral: você vai conseguir ótimas fotos em qualquer momento do dia, seja com muita ou pouca luz. Em ambientes abertos ou fechados. É abrir o app de câmera, apontar para o objeto, registrar a imagem e saber que ela ficou ótima, praticamente sempre.

Foto com a câmera principal do iPhone 13 Pro Max (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a câmera principal do iPhone 13 Pro Max (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a câmera ultrawide do iPhone 13 Pro Max (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

A união entre software e sensores, além da lente mais clara, permite fotos noturnas ainda melhores e em alguns casos sem nem ligar o tal “modo noturno”. Uma vantagem deste upgrade é que ficou mais fácil ter as fotos bacanas até em ambientes bem escuros, já que não é necessário segurar o celular por tanto tempo.

Foto com a câmera ultrawide do iPhone 13 Pro Max (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a câmera ultrawide do iPhone 13 Pro Max (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Em lentes, a ultrawide foi alterada e com ela o iPhone 13 Pro Max oferece fotos macro e eu falo macro de verdade, com resultados impressionantes em qualquer momento do dia, tirando proveito de todo HDR, da fotografia computacional e tudo mais que o sensor oferece. Além de não ter aquela resolução pífia do mar de Androids que tentam fazer isso e falham miseravelmente.

Foto com a câmera ultrawide do iPhone 13 Pro Max (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Por aqui as cores não se perdem, os detalhes saltam aos olhos, o contraste é impecável e todo registro tende a ser um tantinho mais saturado. Eu gosto muito de cores mais vivas, mas no iPhone 13 Pro Max você ainda pode ajustar previamente os modos de fotografia, para resultar em imagens mais ao seu gosto.

Seja mais clara, escura, com maior contraste…a ideia é de trazer para esse iPhone os ajustes finos que fazem a ótima câmera da Samsung trabalhar, ou de outra fabricante.

Foto com a câmera ultrawide do iPhone 13 Pro Max (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Foto com a câmera principal do iPhone 13 Pro Max (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Agora, vídeos. Toda aquela melhoria para fotos noturnas vem para o vídeo e o resultado é incrível, com pouquíssimo ruído ou problema quando a luz não é tão favorável. Outra novidade é o modo cinema, que coloca a resolução em 1080p em 30 fps e faz o modo retrato chegar no vídeo.

Foto com a câmera principal do iPhone 13 Pro Max (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

A ideia por aqui é de trocar o objeto em foco de forma suave, como em um filme feito com câmera profissional. Funciona? Sim, mas você precisa respeitar algumas regras, como ter bastante luz e não oferecer muita informação na tela, como muitas pessoas na mesma cena.

Modo cinema (Imagem: reprodução)

Automaticamente o iPhone reconhece e mostra onde está cada um dos rostos, trocando o foco automaticamente para quem olha para a lente, ou você faz isso de forma manual. Os recortes são bacanas e o fundo desfocado é um deleite, mas ainda é fácil encontrar alguma área que deveria estar embaçada, mas não está – isso tende a acontecer sempre que há mais movimento.

O iPhone 13 Pro Max foi apresentado pela Apple como substituto de uma câmera profissional, mas ele ainda está longe disso. Os recursos de uma lente que pode ser trocada, junto de todas as ferramentas exclusivas deste tipo de equipamento ainda são superiores.

Elas estarão nos filmes, séries ou qualquer conteúdo com ótima qualidade, mas o iPhone vem chegando cada vez mais perto. É impressionante ver tamanha qualidade em vídeos saindo de um dispositivo tão fino e portátil.

A câmera frontal também tem 12 megapixels e faz um bom trabalho, mas não tão incrível como o conjunto traseiro. Nesse ponto o iPhone perde para a concorrência.

iPhone 13 Pro Max: Vale a pena?

iPhone 13 Pro Max (Imagem: Mario Kurth/Olhar Digital)

Eu poderia falar que o iPhone 13 Pro Max é caro, mas você já sabe disso e a Apple não esconde este detalhe de ninguém. Esse modelo custa entre R$ 10,5 mil e R$ 15.5 mil, mas ele entrega literalmente tudo que existe de melhor para um smartphone, se você não liga para telas dobráveis.

O acabamento deste modelo é impecável, seja pela beleza ou pela escolha de materiais. A tela é a melhor que eu já usei em um celular (em todos os sentidos), o processador é exageradamente veloz e vai ficar assim por alguns anos, rodando qualquer coisa da App Store sem qualquer problema, com possibilidade de 1 TB de espaço.

Se você quer um celular gamer, o iPhone 13 Pro Max oferece tudo que você precisa, sem o RGB colorido piscando. Isso significa força bruta para qualquer jogo e tela com alta taxa de atualização, com bateria para jogar por bastante tempo.

O iOS é estável e tende a ser atualizado por uns cinco anos ou até mais, algo que nenhum Android faz, por mais que a Samsung esteja chegando perto dessa marca, mas ainda não chegou de fato. Esse modelo continua acessando 5G como antes, então você já recebe um smartphone pronto para redes de quinta geração, que ainda nem chegaram direito no Brasil.

Eu não encontrei pontos negativos nesse aparelho, mas um detalhe tirou a nota máxima que um review pode receber no Olhar Digital: um celular que parte de R$ 10 mil não poderia ter uma câmera frontal com “apenas” 12 megapixels, com a qualidade que perde para alguns concorrentes.

Nossa avaliação
Nota Final
9.9
  • Desempenho
    10.0
  • Design
    10.0
  • Câmeras
    9.0
  • Bateria
    10.0
  • Sistema/Interface
    10.0
  • Tela
    10.0
  • Conectividade
    10.0
  • Resistência
    10.0

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