O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, disse na tarde desta sexta-feira (10) que não há prazo para a volta da plataforma do ConecteSUS, supostamente hackeada na madrugada de hoje.

De acordo com Cruz, o caso para averiguar o hackeamento já está com a Polícia Federal e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, mas ainda não é possível estabelecer uma previsão de quando os dados ficarão disponíveis aos Estados e à população novamente.

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“Não podemos dar muitos detalhes sobre o ataque, porque estamos em fase de investigação, e os órgãos que investigam pedem para que nenhum detalhe seja passado no momento para não atrapalhar o desenvolvimento”, disse o secretário-executivo, durante coletiva de imprensa.

“O Datasus está fazendo trabalho [para apressar a volta do ConecteSUS] junto com a empresa, não temos informações precisa sobre se em dois, três dias restituiremos, mas assim que a gente tiver previsão da equipe de tecnologia vamos informar. Estamos trabalhando com a possibilidade de uma solução intermediária, mas estamos aguardando as etapas acontecerem para comunicar”, acrescentou.

Embora o governo seja evasivo sobre a natureza do ataque, a Polícia Federal esclareceu ainda nesta tarde que se houve um ataque à nuvem da Amazon Web Services (AWS), e não um ransomware (um malware que afeta na criptografia de arquivos e documentos de uma rede), como foi divulgado pelo grupo Lapsus$, que assumiu a autoria do ataque.

Sobre a questão, ainda na manhã desta sexta-feira (10), o perfil brasileiro do Anonymous descreveu que o ataque se tratou de um redirecionamento de DNS, no qual o domínio saude.gov.br aponta para um endereço IP errado — e não a tese dos “50 terabytes roubados em um dia”, como vem sendo divulgado.

Adiamento na exigência de comprovante de vacinação

Além de tergiversar sobre a volta do ConecteSUS, Cruz também explicou o porquê do adiamento para a apresentação do comprovante de vacinação que seria exigido para viajantes ingressos no Brasil. “Por que sete dias? A nossa base é uma base grande, e estamos trabalhando para restabelecer a base da melhor forma possível”, afirmou o secretário-executivo. “E colocamos sete dias em prol da segurança, sendo um pouco conservador.”

Cruz ainda afirmou que vai enviar um comunicado a países e avisar sobre o problema com o certificado de vacinação. “Estamos enviando o comunicado que sugere que o cartão físico também seja aceito e lembrando que o comprovante podia ter sido salvo, as pessoas que baixaram o PDF, que continua valendo”, explicou o secretário, sobre o imbróglio.

Imagem: Rafapress/Shutterstock

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