Os Estados Unidos (EUA) estão sofrendo com um grande aumento no número de casos de Covid-19 no país. Porém, diferente do que se pode pensar, esse aumento no número de novos registros no país não tem relação com a variante ômicron, que corresponde a apenas 2,9% do número de casos por lá.

O cálculo foi feito pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA e levou em consideração todas as variantes do vírus da Covid-19 já identificadas no país até o último sábado (11). 

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Segundo o órgão, a variante ômicron era responsável por 0,4% das amostras coletadas e sequenciadas entre a descoberta da cepa e a primeira semana de dezembro. Isso levou a agência a estimar que a variante tem rápida disseminação e, apesar de ainda não ser dominante, está se espalhando pelos EUA.

Espalhamento relativamente rápido

Mulheres negras analisando amostras
Dificuldade no sequenciamento das amostras pode levar a subnotificação da variante ômicron pelo mundo. Crédito: Maliutina Anna/Shutterstock

Até o momento, já foram detectados casos de transmissão comunitária da variante ômicron da Covid-19 em diversos estados dos EUA, como Nova Jersey, Nova York, Porto Rico e Ilhas Virgens. O que se sabe até o momento é que a variante é menos fatal que a delta, mas ainda não se sabe muito sobre a transmissibilidade.

Desde que foi reportada pela primeira vez, em novembro, por pesquisadores da África do Sul, a variante ômicron já se espalhou por diversos países e se mostrou bem mais transmissível do que a cepa original e outras variantes. Além dos EUA, Brasil e países da Europa já tiveram casos da nova cepa.

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Ao todo, pelo menos 77 países já relataram pelo menos um caso de Covid-19 que é fruto da variante. Porém, estima-se que esse número seja ainda maior, mas que existe uma subnotificação por conta da falta de sequenciamento genético, o que dificulta a detecção de qual cepa infectou uma pessoa.

Via: G1

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