A Pfizer emitiu um comunicado nesta sexta-feira (17) que duas doses da vacina da empresa contra a Covid-19 não foram suficientes para gerar uma resposta imunológica forte em crianças de dois a quatro anos de idade. Por conta disso, serão feitos testes com três doses em crianças com essa faixa etária.

Os ensaios clínicos do imunizante em crianças de 2 a 4 anos ainda estão em andamento. Durante os estudos, os pesquisadores usaram três microgramas por dose, o que é apenas 10% da quantidade empregada em uma dose completa, de 30 microgramas, que é aplicada nos adultos.

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Durante análises preliminares, a Pfizer observou que duas doses da vacina, aplicadas com um intervalo de 21 dias, gerou uma resposta imune semelhante à observada em jovens de 16 a 25 anos quando usada em crianças de seis meses a dois anos de idade recém-completados.

Resposta mais fraca foi localizada

Porém, para as crianças com idades entre 2 a 4 anos, a resposta imune foi considerada fraca. A estimativa é que a terceira dose também seja composta por três microgramas, já que essa quantidade se mostrou eficaz em outras faixas etárias e bastante segura, apesar de menos eficaz.

Segundo a Pfizer e sua parceira no desenvolvimento da vacina, a alemã BioNTech, os testes com a terceira dose da vacina também devem ser realizados em crianças de seis meses a dois anos. A dose de reforço será aplicada após cerca de dois meses após a segunda aplicação.

Doses maiores estão descartadas

Pfizer e BioNTech planejam dose de reforço contra variante delta
Doses maiores que três microgramas estão descartadas pela Pfizer para crianças. Foto: Tai Dundua/Shutterstock

Como as doses menores, de três microgramas, se mostraram eficazes, por enquanto, a Pfizer ainda não cogita realizar testes com doses maiores do que três microgramas em crianças que tenham entre dois e quatro anos de idade.

“A decisão de avaliar uma terceira dose de 3 microgramas para crianças de 6 meses a menos de 5 anos de idade reflete o compromisso das empresas em selecionar cuidadosamente a dose certa para maximizar perfil de risco-benefício”, disseram Pfizer e BioNTech em um comunicado conjunto.

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Caso a terceira dose da vacina seja capaz de gerar a resposta imune desejada pelas empresas nas crianças de seis meses a quatro anos, a Pfizer e a BioNTech pretendem solicitar a autorização de uso emergencial junto ao FDA já no primeiro semestre de 2022.

Via: O Globo

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