Uma pesquisa indica que a vacina contra a Covid-19 da Moderna é eficaz contra as variantes da doença. O estudo mostra que as duas doses do imunizante geram uma forte proteção contra todas as cepas. No entanto, a taxa de eficácia cai com o tempo após a aplicação.

O estudo foi feito pela Kaiser Permanente e publicado no último dia 15 no The British Medical Journal. A análise se baseou em resultados anteriores que testaram a eficácia da vacina da moderna contra variantes anteriores.

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“Conduzimos um estudo anterior que mostrou a alta eficácia da vacina Moderna Covid-19 de 2 doses, mas como a variante delta tornou-se predominante no início do verão de 2021, surgiram questões sobre a eficácia contra as variantes”, disse Katia Bruxvoort, principal autora do estudo.

“Este estudo confirmou a eficácia contra todas as variantes durante o período do estudo, embora tenhamos encontrado uma queda na eficácia ao longo do tempo contra a infecção delta, de 94% de eficácia nos primeiros 2 meses após a vacinação para 80% de eficácia após 6 meses. Proteção contra hospitalização devido à variante delta permaneceu alta com 98% de eficácia”, completou ainda.

A pesquisa incluiu 8.153 pessoas que testaram positivo para Covid-19 entre 1 de março a 27 de julho de 2021. Destas, 91,3% não foram vacinadas, 1,4% receberam uma dose da e 7,3% receberam as duas doses da vacina da Moderna contra a Covid-19.

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Vacina da Moderna contra variantes

As variantes foram identificadas para 5.186 dessas amostras; 39,4% eram delta, 27,7% alfa, 11,4% epsilon, 6,9% gama, 2,2% iota, 1,4% mu e 11,1% outras variantes. A variante Ômicron ainda não havia sido detectada quando a pesquisa foi feita.

Os resultados mostram a seguinte proteção contra cada variante: 86,7% para a Delta, 90,4% para a Mu e 98,4% para a Alfa. As demais variantes registraram uma taxa de eficácia entre 96 e 98% com duas doses da vacina da Moderna.

“Embora este estudo forneça evidências reconfortantes da eficácia de 2 doses da vacina Moderna Covid-19 na prevenção da infecção e hospitalização devido a variantes, incluindo delta, também tem implicações para as doses de reforço”, disse o autor sênior do estudo, Hung Fu Tseng.

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