A Rivian, que atua no nicho de veículos elétricos, registrou um prejuízo líquido de US$ 1,23 bilhão no terceiro trimestre (mais de R$ 7 bilhões na cotação atual). O resultado preocupa, já que ficou muito acima do prejuízo observado no mesmo período de 2020, que foi de US$ 288 milhões.

Dentre os fatores que motivaram as perdas estão as restrições de produção e os problemas na cadeia de fornecimento de peças para a sua primeira picape 100% elétrica, a R1T.

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O CEO da Rivian, Robert “RJ” Scaringe, disse ao portal Autoevolution que graças às restrições, o pedido de uma unidade do veículo feito hoje, provavelmente só será entregue em 2023

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Ações da Rivian chegaram a cair mais de 10%. Imagem: IgorGolovniov/Shutterstock

A notícia não refletiu nada bem no mercado, e fez com que os papéis da companhia automotiva despencassem mais de 10% no pregão desta quinta-feira (16) após uma queda inicial de 5,3%. 

Nos primeiros nove meses do ano, a Rivian diz que já perdeu US$ 2,23 bilhões — vale lembrar que na sua abertura de capital, a montadora chegou a ultrapassar a Ford em valor de mercado.

Segundo a empresa, os pedidos do seu primeiro veículo elétrico, o R1T, também aumentaram para 71 mil unidades (48 mil foram encomendas feitas ao longo do mês de setembro).

Por fim, vale ressaltar que a Rivian é a primeira montadora a trazer uma picape totalmente elétrica ao mercado, passando à frente de outros gigantes da indústria automotiva, como a Tesla e a própria Ford.

Imagem principal: Divulgação/Rivian

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