A produção responsável pela série documental ‘Tiger King’, disponível na plataforma de streaming Netflix, encara agora um processo por violação de direitos autorais, movido pela Morgan Creek Productions. O programa apresentou dois clipes de Jim Carey no filme ‘Ace Ventura 2′ sem autorização.

As cenas usadas mostram o protagonista do filme com animais, uma delas com um macaco e outra com um elefante. Juntos, os dois clipes totalizam cinco segundos de tela na segunda temporada de ‘Tiger King’, que apresenta animais como macacos, símios grandes, panteras e, obviamente, tigres.

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“Não deixando margem para dúvidas quanto à fonte, uma voz dublada identifica um desses filmes como ‘Ace Ventura’, no momento preciso em que os clipes infratores aparecem na tela”, diz o processo contra a Netflix e a Goode Films. Há ainda a afirmação de que a duas cenas serviram para “aumentar o valor comercial de ‘Tiger King'”, ao mostrar que animais selvagens são usados frequentemente em produções de cinema e televisão.

A série retrata a história do excêntrico empresário norte-americano Joseph Allen Maldonado-Passage, conhecido como Joe Exotic e que virou um fenômeno da internet após a produção. Ele ficou famoso por ter um santuário dedicado a grandes felinos. Preso em 2018, Exotic foi condenado em 2020 a 22 anos de prisão, sob 17 acusações de maus-tratos de animais e duas tentativas de homicídio contra Carole Baskin.

Ace Ventura
As imagens de ‘Ace Ventura 2’ foram usadas sem autorização da produtora responsável pelo filme. Imagem: Morgan Creek/Divulgação

O documentário tem cinco episódios na segunda temporada, mostrando a vida do dono dos felinos já atrás das grades e como Baskin, sua maior rival e ativista dos direitos dos animais, assumiu o controle do seu zoológico.

A Morgan Creek acrescenta ainda que o episódio em que os clipes são usados foi assistido por “uma audiência de literalmente milhões de espectadores – muitos deles mais de uma vez, multiplicando os danos à MCP – enquanto sabiam ou tinham razão para saber que o uso dos clipes infratores era sem permissão, conteúdo ou licença”.

A produtora do filme cita “leviandade” e que a produção da série documental sugere que as pessoas por trás de ‘Ace Ventura 2’ estariam “promovendo ‘Tiger King’ favoravelmente'”. A produtora do filme com Jim Carey diz que tentou resolver a disputa sem entrar com o processo, mas não obteve sucesso, por isso agora busca uma indenização legal e pede que os réus sejam impedidos de usar qualquer clipe da Morgan Creek.

Este não é o primeiro processo que a Netflix sofre por causa de ‘Tiger King’. A segunda temporada da série chegou ao serviço no dia 17 de novembro, mas antes mesmo da estreia, Carole Baskin entrou com a ação, afirmando que o trailer violava seu acordo com a plataforma.

Segundo Carole Baskin e seu marido Howard, eles foram abordados inicialmente em 2014 pela Royal Goode, no que foi descrito como um documentário para expor o comércio de grandes felinos. As filmagens usadas são de abril de 2016 e abril de 2018.

Por causa da primeira temporada, lançada em 2020, os Baskins afirmam que receberam cartas de ódio, assédio e ameaças de morte. Carole foi retratada como uma assassina, que alimentou os animais com restos do falecido marido. O casal precisou suspender viagens de resgate por medo da violência.

Depois da primeira parte de ‘Tiger King’, a produtora novamente abordou os Baskins, para tentar limpar aquela imagem. O casal recusou. Eles acreditavam que isso impediria o uso de imagens suas em qualquer sequência, mas se viram expostos no trailer da segunda temporada da produção.

Via: The Hollywood Reporter

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