Um astrofísico italiano fotografou, aqui da Terra, o telescópio espacial James Web (JWST) cruzando o céu. Um feito impressionante, já que no momento em que as imagens foram feitas ele estava a 550.000 km da superfície da Terra, ou seja mais de uma vez e meia a distância até Lua.

O registro foi feito por Gianluca Masi nesta quarta-feira (29), usando um telescópio robótico PlaneWave 17″+Paramount ME+SEBIG STL-6303E, apelidado de “Elena”, disponível no Virtual Telescope Project em Ceccano, Itália.

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Para conseguir registrar o tênue brilho do JWST, Masi teve de usar um tempo de exposição de 120 segundos. Várias fotos foram combinadas para criar a animação abaixo. “Elena” acompanhou o movimento do Webb, por isso ele aparece como um pontinho branco fixo no centro da imagem, enquanto as estrelas é que parecem se mover.

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Nesta animação, o JWST é o ponto branco fixo no centro da imagem. Fonte: Virtual Telescope Project

O JWST está a caminho de seu destino, uma órbita estável ao redor do Ponto de Lagrange L2. Este é um de cinco pontos de equilíbrio gravitacional entre a Terra e o Sol, onde as forças gravitacionais destes objetos cancelam a aceleração centrípeta.

Objetos colocados nestes pontos mantém sua posição em relação aos dois corpos celestes, que pode ser mantida com pouco esforço ou gasto de combustível. Em nosso caso L1, L2 e L3 são pontos instáveis, o que exige um ajuste períodico da orbita.

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No caso do JWST, isso é feito com dois propulsores de foguete alimentados por uma mistura de Hidrazina e Tetróxido de Dinitrogênio. Isso limita a vida útil do telescópio ao seu estoque de combustível: quando ele acabar, não será mais possível manter a posição ao redor de L2.

Felizmente, a Nasa anunciou nesta semana que o Webb tem mais combustível do que o esperado, resultado da precisão com que foi colocado em órbita pelo foguete Ariane 5, o que exigiu menor consumo de combustível em manobras de correção de curso. Por isso, ele poderá operar por “muito mais” do que os 10 anos originalmente estimados.

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