A pandemia de Covid-19 já está presente no mundo desde o começo de 2020 e se estende até os dias atuais. No começo, muitos pensaram que as medidas de proteção, como a quarentena voluntária, poderiam durar cerca de 15 dias. No entanto, já faz praticamente dois anos que a população mundial enfrenta este problema.  

O ano de 2021 começou cheio de esperanças com o início da vacinação no Brasil. No dia 17 de janeiro de 2021, a enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, foi a primeira pessoa a ser vacinada no país. A profissional da saúde recebeu o imunizante CoronaVac, que é produzido pelo Instituto Butantan, em São Paulo.  

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No entanto, enquanto a vacinação começava na região sudeste do país, a região norte perdia diversas pessoas para a doença causada pelo SARS-CoV-2. Hospitais entraram em colapso, principalmente em Manaus, e a capital do Amazonas se viu sem o fornecimento de oxigênio, insumo básico para o tratamento da doença que ataca os pulmões.  

Durante a crise de saúde em Manaus, especialistas identificaram o surgimento de uma nova variante da Covid-19. Denominada como P1 ou Gama, a cepa era muito mais contagiosa pela sua mutação E484K capaz de causar reinfecções.  

Rapidamente, a nova variante se espalhou pelo Brasil e o país se viu diante de uma nova onda de Covid-19, que foi responsável pelos maiores marcos em número de mortes causadas pela doença.

Óbitos no Brasil  

Nos cinco primeiros meses de pandemia o Brasil havia atingido a triste marca de 100 mil óbitos, isto em agosto de 2020. Em 7 de janeiro de 2021, o país dobrou o número de vítimas fatais e alcançou os 200 mil mortos.  

A pandemia continuou avançando mesmo com as diversas tentativas de restrições dos estados e cidades brasileiras, e os números de mortos por Covid-19 começaram a crescer ainda mais rápido.  

Em 24 de março, o país chegou a 300 mil vítimas do coronavírus. Em pouco mais de um mês, o país registrava 400 mil mortos em abril. No final de junho, o Brasil chegou à marca de meio milhão de mortos.  

Em outubro, o país atingiu as 600 mil vítimas fatais da Covid-19. Apesar do número ser muito alto, os registros de mortes diárias e internações pela doença caíram graças a vacinação presente em todo o país e já disponível para todos os adultos.  

Ilustração de mortos pela Covid-19
Imagem: Photocarioca/Shutterstock

Vacinação no Brasil  

Como dito anteriormente, a vacinação contra a Covid-19 teve início no Brasil em janeiro de 2021. Apesar de ter começado um tanto quanto devagar e com uma disputa envolvendo Governos Estaduais e Governo Federal, atualmente o país está entre as maiores taxas de vacinação do mundo. 

vacina covid-19 coronavírus
Imagem: Fabio Rodriges Pozzebom/Agência Brasil

Segundo o Our World In Data, o Brasil é o quinto país que mais vacinou no mundo, com mais de 328 milhões de doses da vacina aplicadas, atingindo cerca de 67,2% da população completamente imunizada. 

Novas variantes  

O ano da vacinação mundial contra a Covid-19 também foi marcado pelo surgimento de novas cepas do SARS-CoV-2. Algumas foram descobertas em 2020, mas foi em 2021 que elas ganharam força. As variantes são marcadas por mudanças do vírus, quando ele se adapta para infectar mais pessoas e combater o sistema imunológico.  

Imagem: Shuterstock

O vírus se modifica frequentemente, mas existem cinco variantes que receberam maior atenção pela comunidade de Saúde de todo o mundo e se tornaram cepas de preocupação:

Alfa (B.1.1.7) 

Essa foi a primeira variante de preocupação descoberta e, por isso, recebeu a primeira letra do alfabeto grego. A cepa foi relatada pela primeira vez em setembro de 2020 no Reino Unido e foi responsável por uma explosão de casos na região. 

A variante Alfa da Covid-19 é considerada com uma taxa de transmissão entre 30% e 50% maior do que a versão original do vírus. Não há comprovação de que a cepa é mais letal ou que cause mais hospitalizações. 

A cepa causou estrago no Reino Unido e nos Estados Unidos. No Brasil, a variante Alfa não teve um crescimento tão grande de casos da Covid-19, já que o país na época estava com uma crescente de casos da Gama. Essa cepa possui um total de 22 mutações, sendo a principal delas a N501Y. 

Beta (B.1.351) 

Essa variante da Covid-19 foi descoberta em dezembro de 2020 na África do Sul e possui a mesma mutação da Alfa além de outras como a K417N e a E484K. A principal preocupação da cepa Beta é com a imunidade concedida pelas vacinas. 

A AstraZeneca chegou a ser apontada como tendo baixa eficácia contra ela, mas isso não chegou a ser comprovado. A Moderna e a Pfizer tiveram sua proteção confirmada. 

Gama (P.1) 

Essa variante foi descoberta no Brasil, em Manaus e foi responsável por uma enorme onda de casos de Covid-19 na capital do Amazonas. Possui características semelhantes à Beta, sendo mais transmissível. Todas as vacinas são eficazes contra a cepa Gama com duas doses, indicam os estudos. 

Delta (B.1.617.2) 

A variante Delta se originou na Índia, é 50 a 80 vezes mais transmissível do que a cepa Alpha original do coronavírus, de acordo com a Dra. Tina Tan. Ela é professora especializada em doenças infecciosas pediátricas na Feinberg School of Medicine da Northwestern University, em Chicago. 

mão segura teste positivo variante Delta
Imagem: Shutterstock

Ômicron (B.1.1.529)  

Ômicron é a mais nova cepa descoberta e por isso ainda se sabe pouco sobre ela. Até o momento, alguns casos da variante foram descobertos no Brasil, mas outras regiões, como a Europa, enfrentam uma nova onda da Covid-19 causada por esta cepa.  

A França, por exemplo, registrou mais de 100 mil novos casos da Covid-19 provenientes da Ômicron. Por ora, nota-se que a variante é menos letal que as demais, mas que possui um poder de disseminação muito maior.  

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