Nesta segunda-feira (3), o cometa C/2021 A1, também chamado de Leonard, atinge seu periélio – aproximação máxima do Sol – exatamente um ano depois de ter sido descoberto por Greg J. Leonard a partir do Observatório Mount Lemmon, nos EUA. 

Segundo o site Space, mesmo que sobreviva à viagem, essa será a única vez que o cometa mais brilhante do céu noturno verá nossa estrela de perto.

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Imagem ilustrativa mostra um cometa se aproximando do Sol. O Cometa Leonard fará sua aproximação máxima de nossa estrela nesta segunda-feira (3), dia em que sua descoberta completa um ano. Imagem: muratart – Shutterstock

Observadores de diversas partes do mundo – mas em algumas regiões com mais sorte – puderam registrar a passagem do cometa. Alguns até tiveram a chance de captar Leonard e o planeta Vênus na mesma visão de binóculo, quando o cometa fez sua aproximação máxima do nosso vizinho quase gêmeo, em 17 de dezembro.

O periélio de Leonard ocorre coincidentemente poucas horas antes do periélio da Terra – que será na terça-feira (4), às 3h52, pelo horário de Brasília. 

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De acordo com a Nasa, o cometa se aproximará da nossa estrela a uma distância de cerca de 90 milhões de quilômetros, o que equivale a algo em torno da metade da distância da Terra até o Sol

Ainda segundo a agência, Leonard terá que sobreviver à intensa força gravitacional do Sol a essa distância, junto com os ventos solares. Assim como ocorre com muitos outros cometas ao fazer esse giro próximo pelo Sol, há um grande risco de Leonard se desmoronar. 

E, mesmo que isso não aconteça e ele sobreviva à aproximação do Sol, “sua trajetória irá jogá-lo no espaço interestelar, e ele nunca mais voltará”, revelou a agência em comunicado, por meio do qual destaca que o cometa fez uma viagem de 40 mil anos até nossa estrela, vindo do sistema solar exterior.

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