Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (6), o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a variante Ômicron da Covid-19 não deve ser classificada como “leve”, mesmo sendo menos grave, aparentemente, que a cepa Delta.  

Adhanom ainda aproveitou o momento para ressaltar a importância da vacinação contra a Covid-19 e pedir pela equidade na distribuição do imunizante em todo o mundo. O diretor da OMS disse que 109 países não cumprirão a meta mundial de alcançar 70% da população completamente vacinada até julho deste ano.  

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O conselheiro da OMS, Bruce Aylward, também informou na entrevista coletiva que cerca de 36 nações não possuem 10% de cobertura de vacinação. E reforçou que 80% dos pacientes graves de Covid-19 em todo o mundo não foram vacinados.  

A entrevista também foi utilizada para que a Organização Mundial da Saúde informe que está monitorando a variante IHU, que foi registrada pela primeira vez em setembro de 2021. A líder técnica da OMS, Maria Van Kerhove, afirmou que esta cepa ainda não está circulando amplamente.  

Logo da OMS ao fundo de uma mão segurando uma seringa
Diretor da OMS diz que Ômicron não deve ser classificada como “leve”. Imagem: Brenda Rocha – Blossom/Shutterstock

A OMS separa as variantes de doenças em dois tipos para fazer o rastreamento delas e acompanhar a sua gravidade, são elas: “variante de preocupação” como a Ômicron e Delta, e “variante de interesse”. 

Variante IHU: tudo o que foi descoberto sobre a nova cepa da Covid-19 

 
O Instituto Hospitalar Universitário de Marselha (IHU), que até o momento serve de nomenclatura para a cepa, indica que ela possui mais de 40 mutações, sendo uma delas associada a um aumento do potencial de transmissão

Até o momento, foram identificados pelo menos 12 casos da variante IHU. Segundo os pesquisadores, os casos estão associados a viagens para Camarões, na África Central. O estudo preliminar, que ainda não passou por revisão por pares, foi publicado no medRxiv. 

Contudo, os pesquisadores defendem que ainda é muito cedo para especular como é o comportamento desta cepa em relação a transmissibilidade, gravidade das infecções e proteção das vacinas.   

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