Na próxima semana, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) pretende realizar uma reunião de emergência para discutir o último lançamento de míssil pela Coreia do Norte, o qual ocorreu na última quarta-feira (5).

Fontes diplomáticas da ONU afirmaram ontem que Isso porque cinco países, como Estados Unidos, Reino Unido e França, pediram para o conselho que houvesse uma reunião emergencial, segundo informações de fontes diplomáticas.

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As negociações estão sendo feitas para que a reunião sobre o lançamento do míssil aconteça na próxima segunda-feira (10). Tanto que na quinta-feira (6), o jornal do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte informou que o país já tinha testado um míssil hipersônico um dia antes.

Além de que a própria agência estatal norte-coreana comunicou ter feito um teste de um míssil hipersônico. Segundo as informações da KCNA, o objeto atingiu o seu alvo distante 700 km do local do lançamento com eficiência, comprovando “a capacidade de manobra e estabilidade da unidade de combate”. Só que não foram revelados detalhes técnicos e o líder do país, Kim Jong-un, não acompanhou o teste.

“O Comitê Central do Partido expressou grande satisfação com os resultados do teste e do lançamento e enviou parabéns entusiásticos ao departamento de pesquisa científica de defesa pertinente”, anunciou a estatal Rodong Sinmun, através de um texto.

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O lançamento foi detectado e noticiado algumas horas antes por autoridades japonesas e sul-coreanas, sendo que aconteceu horas antes da inauguração das obras de uma ferrovia entre as duas Coreias, uma iniciativa do presidente Moon Jae-in de conseguir ganhos diplomáticos com Pyongyang antes sair de seu cargo no poder.

Desde outubro, essa foi a primeira atividade militar desse tipo feita pela Coreia do Norte. Em 2021, foi quando o regime realizou o ensaio de um míssil balístico lançado por submarino e isso incluiu “muitas tecnologias avançadas de orientação”.

Por outro lado, o Japão e os Estados Unidos afirmaram que o lançamento constitui violação de resoluções do Conselho de Segurança da ONU. Ademais, em setembro e outubro do ano passado, o conselho já havia realizado reuniões de emergência quando a Coreia do Norte lançou mísseis.

Fonte: Agência Brasil e NHK, emissora pública de televisão do Japão

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