Você lembra de quando falamos de um objeto misterioso observado em solo lunar pelo rover chinês Yutu-2? Bom, surpreendendo um volume de pessoas que fica entre “ninguém” e “não, é sério, ninguém mesmo”, o tal objeto na Lua é só uma pedra.

O objeto em forma de cubo foi apelidado pela mídia estatal chinesa de “casa Misteriosa”, em referência a uma atração comum em quase todo parque de diversões, mas o “balde de água fria”, veio, talvez em uma ironia cármica, pelo próprio jornalista que, inicialmente, relatou a primeira notícia: Andrew Jones, correspondente do SpaceNews para o programa espacial chinês:

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“A atualização da ‘Casa Misteriosa’ é tão decepcionante que chega a ser brilhante”, disse Jones pelo seu perfil no Twitter. “É só uma pequena rocha na borda de uma cratera, que agora vem sendo chamada de ‘coelho de jade’ por causa de sua aparência”.

Jones cita o site chinês Ourspace como fonte. Acessando o link disposto por ele (e com uma boa ajuda do Google Tradutor), chega-se ao trecho abaixo, adaptado para fins de coesão de discurso:

“Para levantar o véu da ‘Casa Misteriosa’ o quanto antes, os operadores [do Yutu-2] trabalharam duro antes de acionar o rover. Eles quebraram a cabeça [sic] para estudar formas de fazer o Yutu se mover o mais rápido possível, porém em segurança”.

O processo para levar o rover até lá não foi dos mais simples: o Ourspace cita o terreno irregular da Lua, além de variações de temperatura do satélite e do rover, como possíveis impeditivos do trajeto até a pedra. Mais além, a notícia original, do dia 4 de janeiro, rendeu o que é para nós três dias de trajeto até esta sexta-feira (7). Entretanto, um dia lunar é equivalente a 27 dias, 7 horas e 43 minutos.

O ponto é: demorou, mas chegou.

Essa é a terceira vez que o Yutu-2 avista objetos que, de longe, parecem ser uma coisa mas, de perto, são outras: em 2019, a sonda Yutu-2 havia avistado o que parecia ser uma “substância como gel” e, no fim das coisas, eram apenas pedras. Este ano, um “fragmento” foi encontrado e eram também (surpresa) pedras.

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