A criptomoeda Bitcoin viu seu valor despencar em 5% nesta sexta-feira (7). O ativo chegou ao seu nível mais baixo desde o final do mês de setembro do ano passada. Agora, ela vale US$ 41 mil por moeda digital, em meio a uma ampla liquidação de criptomoedas.

Da última vez, o Bitcoin caiu 3,7%, chegando ao valor de US$ 40.938, no dia 29 de setembro de 2021. O recorde já registrado pela maior criptomoeda do mundo foi de US$ 69 mil, em novembro. De lá para cá, perdeu mais de 40%, em uma volatilidade que a atormenta desde se início, há mais de uma década.

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Por ter uma natureza descentralizada, não há uma só causa para a queda no valor do Bitcoin. Um dos motivos foi a pressão após a última reunião do Federal Reserve, sistema de bancos centrais dos Estados Unidos, realizada em dezembro e divulgada na quarta-feira (5).

O Fed vem minando o apetite dos investidores por ativos mais arriscados, em uma ação política mais agressiva. A ata da reunião sugere um aumento nas taxas de juros mais cedo do que o previsto, além da venda dos ativos do órgão. Isso levou os investidores tradicionais a buscar algo menos arriscado.

Um outro motivo é a crise política no Cazaquistão, segundo maior minerador de criptomoedas do mundo, atrás apenas, justamente, dos EUA, e que concentra cerca de 20% de toda a mineração de Bitcoins. O país da Ásia Central enfrenta protestos contra o aumento dos preços de energia e combustíveis, causado pelo crescimento da exploração dos ativos. Na quarta-feira (5), o governo desativou a internet cazaque.

Bitcoin despenca mais de 17% com repressão da China à mineração de criptomoedas
A reunião do Fed, dos EUA, e a crise no Cazaquistão são os principais motivos na queda do ativo. Créditos: Momentum Fotograh/Shutterstock

“O Cazaquistão já minerava relativamente bastante criptomoedas, mas quando a China baniu, houve uma migração forte de mineradores, elevando muito a atividade. Eles procuraram já que o país tem uma estrutura de energia de carvão e gás muito barata, mas o carvão chama mais atenção e vira um bom negócio. Sem a China, o Cazaquistão é uma opção atrativa”, explicou a professora Carolina Moehlecke, da escola de Relações Internacionais da FGV, em entrevista ao Olhar Digital na quinta-feira (6).

Além do Bitcoin, outras criptomoedas também sofreram quedas. O Ether, segundo maior token por capitalização de mercado caiu mais de 4% em 24 horas, indo de US$ 3,8 mil a US$ 3,2 mil, menor valor desde o dia 1º de outubro do ano passado.

Via: BBC / Reuters

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