A variante ômicron do vírus da Covid-19 está se espalhando rapidamente pelo mundo inteiro, fazendo com que os números de contaminação cheguem a níveis inéditos em toda a pandemia. Isso acontece porque a cepa é mais contagiosa do que as demais, embora seja menos fatal que outras variantes, como a gama ou a delta.

Por conta disso, alguns especialistas já apontam a ômicron com a doença mais transmissível da história da humanidade. Segundo o historiador médico Anton Erkoreka, diretor do Museu Basco de História da Medicina e Ciência, a cepa da Covid-19 chega a se espalhar mais rápido que a peste bubônica.

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Pior que a “Peste Negra”?

Causada por uma bactéria transmitida por pulgas de ratos, a peste bubônica foi a responsável pela epidemia mais mortal da história da humanidade, registrada há quase 700 anos. Porém, a bactéria que causa a doença levou anos para se espalhar pela Europa, já a ômicron, está se espalhando em poucos dias.

“É o vírus mais explosivo e de disseminação mais rápida da história”, disse Erkoreka ao jornal espanhol El País. A conclusão do historiador é apoiada por outros especialistas, como o diretor do Centro de Dinâmica de Doenças Transmissíveis da Universidade de Harvard, William Hanage.

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Para Hanage, a variante ômicron é a doença que se espalha mais rapidamente entre as que os humanos foram capazes de investigar em um elevado nível de detalhe. Porém, segundo ele, é preciso fazer algumas ponderações na hora de comparar a disseminação de patógenos.

Temos diferenças

Homem fazendo um exame PCR
Variante ômicron já é a cepa dominante do vírus da Covid-19 no Brasil. Crédito: Prostock-studio/Shutterstock

Hoje, o contexto cultural é muito diferente do que existia na Europa Medieval, com um fluxo de circulação de pessoas e mercadorias muito menos intenso do que nós temos hoje em dia. Portanto, não dá para saber como a peste bubônica se espalharia caso surgisse nos porões dos nossos modernos navios de carga.

Atualmente, a variante ômicron do vírus da Covid-19 já é a cepa dominante da doença no Brasil. Um levantamento realizado pela plataforma Our World in Data apontou que cerca de 60% dos novos casos da doença nos últimos dias são em decorrência da nova variante.

Via: Futurism

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