A variante Ômicron voltou a sobrecarregar hospitais com pacientes com Covid-19 na Europa. Apesar disso, o aumento de casos ainda não é considerado o pico da nova onda da doença pelas autoridades. Mesmo causando sintomas mais leves, o alto grau de contágio da cepa é suficiente para lotar as unidades de saúde.

Com receio de ficar sem leitos, o Reino Unido colocou em alerta as companhias privadas de saúde para oferecer tratamentos. Outra preocupação é com os profissionais que podem ser afastados justamente por estarem infectados, o que reduz a capacidade de atendimento dos locais. 

publicidade

A preocupação principal é com o Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês) que está contando atualmente com a ajuda de militares para dar conta da demanda de pacientes. “A ômicron significa mais pacientes para atender e menos profissionais para atendê-los”, disse o diretor médico da NHS, Stephen Powis. 

Leia mais:

Ômicron em alerta com aumento de casos

Já nos EUA, segundo a Reuters, cirurgias eletivas estão sendo adiadas para que os profissionais e leitos fiquem disponíveis para pacientes com Covid-19. “O aumento exponencial de casos significa que o atendimento primário não pode executar o rastreamento de contatos e nem as tarefas de vacinação de maneira adequada, e nem suas atividades ordinárias”, explicou o governo.

Alguns especialistas já apontam a ômicron com a doença mais transmissível da história da humanidade. Segundo o historiador médico Anton Erkoreka, diretor do Museu Basco de História da Medicina e Ciência, a cepa da Covid-19 chega a se espalhar mais rápido que a peste bubônica.

“É o vírus mais explosivo e de disseminação mais rápida da história”, disse Erkoreka ao jornal espanhol El País. A conclusão do historiador é apoiada por outros especialistas, como o diretor do Centro de Dinâmica de Doenças Transmissíveis da Universidade de Harvard, William Hanage.

Já assistiu aos novos vídeos no YouTube do Olhar Digital? Inscreva-se no canal!