Em uma ação trabalhista movida por ex-funcionários, o Google alegou, de maneira errônea, o privilégio advogado-cliente para proteger documentos solicitados. Um juiz do trabalho, então, apontou o erro da big tech. Agora, a companhia foi intimada a entregar mais documentos no caso do National Labor Relations Board (Conselho Nacional de Relações Trabalhistas, NLRB, na sigla em inglês).

Paul Bogas, o juiz de direito administrativo indicado para o caso para revisar os documentos, afirmou, na última sexta-feira (7), que a legação do Google sobre o privilégio advogado-cliente é um exagero. Esse é mais um golpe na defesa da empresa.

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Em dezembro de 2020, os funcionários desligados alegaram, através do sindicato, que a empresa os demitiu e vigiou ilegalmente suas atividades com a organização. Já em novembro do ano passado, o juiz definiu que o Google ocultou indevidamente 71 dos 80 documentos solicitados.

O último relatório do magistrado dispõe sobre cerca de 200 documentos adicionais, referentes à comunicação sobre a contratação de uma empresa conhecida pelo trabalho anti-sindical, contratada pelo Google. A ideia da big tech era combater a organização dos trabalhadores da companha.

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Os funcionários demitidos afirmam que o Google monitorou de maneira ilegal suas atividades com o sindicato. Imagem: Tada Images/iStock

Com a decisão do juiz Bogas, o Google precisa entregar esses documentos. O magistrado norte-americano ordenou ainda que a big tech produza uma análise de mil documentos adicionais, que também registrou como privados. Para o juiz, o argumento da empresa de ter esse direito não foi “persuasivo”.

“Uma empresa não pode ocultar um documento em privilégio meramente fornecendo uma cópia ao advogado”, escreveu o juiz.

Via: New York Times

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