Veículos e Tecnologia

Estudo: Dois terços dos norte-americanos não estão interessados ​​em veículos híbridos ou totalmente elétricos

11/01/22 17h01, atualizada em 04/04/22 16h18
Carregador de carro elétrico: podem a Guerra da Ucrânia incentivar a produção

Carregador elétrico - Imagem: A. Krebs/Pixabay/CC

De acordo com um estudo recente da empresa de consultoria Deloitte, 69% dos norte-americanos não escolheriam um modelo totalmente elétrico, híbrido ou híbrido plug-in como seu próximo veículo. Esse montante equivale a quase dois terços dos entrevistados (cerca de 1 mil) no segundo maior mercado automobilístico do mundo dizendo que seguiriam com o motor de combustão interna (ICE).

Entre os motivos alegados estão o alcance dos veículos elétricos considerado insuficiente, além da falta de infraestrutura de carregamento necessária. Assim, 17% dos entrevistados nos EUA escolheriam um híbrido como seu próximo veículo, enquanto apenas 5% escolheriam um híbrido plug-in e outros 5% adotariam um carro totalmente elétrico.

Imagem: Reprodução/Deloitte

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Estudo analisou alguns dos maiores mercados do mundo

Os resultados dos EUA são bastante semelhantes aos do Sudeste Asiático (que inclui países como Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia e Vietnã). A maioria dos consumidores pesquisados ​​na Índia e na China (maior mercado automobilístico do planeta) também disse que seu próximo veículo não teria eletrificação (58%).

O estudo da Deloitte mostra que essa maioria é diferente em lugares como Alemanha, Japão ou Coreia do Sul. Nesses países, apenas 49%, 39% e 37% dos compradores, respectivamente, optariam por um veículo ICE como seu novo carro. No geral os veículos tradicionais e, em menor grau, os híbridos são os fortes favoritos.

Na maioria das vezes, as pessoas são atraídas para um carro elétrico ou híbrido por causa da expectativa de custos de combustível mais baixos. Além disso, há a preocupação com as mudanças climáticas e a busca por uma forma de reduzir as emissões.

Os custos e a mudança de cultura

Porém, mais da metade dos entrevistados dos EUA (53%) disse que não quer pagar mais por trens de força alternativos. Os aumentos potenciais no preço da eletricidade também podem afastar um número significativo de consumidores da compra de veículos plug-in e totalmente elétricos (PHEV/BEV) na maioria dos mercados globais.

Quanto ao alcance, o estudo trouxe que os entrevistados dos EUA esperam que um EV seja capaz de percorrer mais de 800 km com uma carga. Algo alcançado apenas recentemente pelo Lucid Air, em uma versão que começa em US$ 139 mil (cerca de R$ 777 mil, desconsiderando diferenças de impostos ou taxas).

Os resultados do estudo da Deloitte são importantes também porque as vendas de veículos elétricos estão crescendo rapidamente. Várias marcas planejam se tornar quase totalmente elétricas ou totalmente elétricas até 2030. Todavia, a penetração de mercado extremamente alta buscada por muitos reguladores e ativistas pode exigir grandes mudanças na confiança do público.

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Imagem: A. Krebs/Pixabay/CC

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