Um asteroide “potencialmente perigoso” maior do que o morro do Corcovado (no Rio de Janeiro) passará próximo da Terra em janeiro. Descoberto em 1994 por um observatório na Austrália, o 7482 (1994 PC1) tem cerca de 1,1 km de diâmetro, e é um objeto rochoso do grupo Apollo.

Em sua aproximação máxima da Terra, às 18h51 (horário de Brasília) de 18 de janeiro, ele estará a cerca de 1,9 milhões de km de nós. Isso representa pouco mais de 5 vezes a distância média entre a Terra e a Lua.

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O 7482 (1994 PC1) completa uma volta ao redor do Sol a cada 572 dias, com sua distância até nossa estrela variando entre 0,9 e 1,8 unidades astronômicas (AU). Uma AU é a distância entre a Terra e Sol, cerca de 150 milhões de km.

Posição de (7482) 1994 PC1 em relação aos “planetas interiores” do sistema solar, calculada em 1º de janeiro de 2022.
Imagem: Tomruen / Wikimedia Commons (CC-BY-SA 4.0)

O asteroide tem seus parâmetros orbitais bem conhecidos, e não há nenhum risco de colisão com nosso planeta, nem nesta aproximação nem no futuro. A última vez que ele passou tão perto de nós foi em 17 de janeiro de 1933, quando chegou a 1,1 milhões de km.

Com brilho 10 na escala de magnitude, ele será invisível a olho nu. Porém, poderá ser visto com um bom telescópio. Para um observador em Brasília, ele surgirá 62º acima do horizonte a sudoeste a partir das 19h45, na direção da constelação de peixes, descendo gradativamente até se pôr às 0h44 do dia 19.

Asteroide é perigoso ou não?

Pela definição da União Astronômica Internacional (IAU), devem ser classificados como Asteroide Potencialmente Perigoso (PHA, Potentially Hazardous Asteroid) todos aqueles que se aproximem da Terra a menos que 7,5 milhões de Km e que tenham tamanho maior do que 140 metros de diâmetro, o que lhes dá o potencial para causar danos regionais significativos em caso de impacto.

Ou seja, (7482) 1994 PC1 atende aos dois requisitos, mesmo que não haja nenhuma chance de impacto. Aliás, a probablidade de impacto sequer é considerada na classificação de um asteroide como PHA ou não.

Ainda assim, asteroides potencialmente perigosos precisam ser monitorados constantemente para que possamos perceber qualquer alteração em sua órbita que possa representar algum risco de impacto no futuro. Mas é só isso.

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