Uma dúvida que paira sobre muita gente foi possivelmente sanada por uma nova pesquisa realizada nos Estados Unidos: “Quantas vezes eu posso desinfetar e reutilizar máscaras PFF2?”. Segundo pesquisadores do renomado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), a resposta é 25.

Durante o início da pandemia, lá no já longínquo mês de março de 2020, o mundo enfrentava uma certa escassez de equipamentos básicos, que incluíam até mesmo máscaras de proteção. Nesse cenário, foi pedido para que poucas máscaras PFF2 disponíveis fossem deixadas para os profissionais de saúde.

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Porém, esse cenário mudou e hoje temos um suprimento razoável, que permite que todas as pessoas que precisam circular possam fazê-lo usando uma máscara adequada. Contudo, o descarte desses acessórios pode gerar um grande volume de resíduos, por isso, a reutilização segura é importante.

Sete marcas testadas

Para chegar ao número de descontaminações possível, os pesquisadores submeteram as sete máscaras PFF2 mais usadas nos EUA em um processo envolvendo peróxido de hidrogênio vaporizado (VHP). Segundo eles, esse é um processo padrão de descontaminação em ambiente hospitalar.

Após passar pelo processo de descontaminação com VHP por 25 vezes, as máscaras PFF2 mantiveram uma eficiência de filtragem de 95% ou mais. Durante os testes, eles conseguiram averiguar que nenhuma das sete marcas testadas apresentou nível de filtragem menor do que os 95%, mesmo após 25 descontaminações.

Pensando no futuro

Pesquisadores acreditam que os resultados do estudo serão úteis para que não haja escassez de máscaras no futuro. Crédito: Rafastockbr/Shutterstock

“As descobertas do nosso estudo expandem as descobertas anteriores e mostram que o VHP é um método relativamente seguro para reprocessar respiradores e pode ajudar a resolver a escassez em futuras epidemias”, declarou a líder do estudo, Christina Yen.

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Segundo Yen, é importante encontrar maneiras de dimensionar e traduzir a capacidade de desinfecção para ambientes hospitalares menores e com recursos limitados. Para a pesquisadora, esses são os ambientes que melhor podem se aproveitar do reúso de máscaras PFF2.

Via: The Jerusalem Post

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