O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos revisou as orientações para os norte-americanos sobre o uso de máscaras. A partir de agora, a recomendação é para que todos utilizem “a mais protetora possível”, embora a agência não tenha pedido explicitamente o uso das máscaras N95.

O CDC esclareceu em seu site que as pessoas podem escolher equipamentos como N95s e KN95s, acrescentando que os cidadãos devem “usar a máscara que se encaixe bem e de forma consistente”. O órgão disse que “embora todas as máscaras e respiradores forneçam algum nível de proteção, os adequadamente ajustados fornecem o mais alto nível de proteção”.

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A orientação vem em meio a alta de casos de Covid-19 nos Estados Unidos. O país relatou 1,35 milhão de novas infecções pelo coronavírus, estabelecendo um recorde global de casos diários em um único país. Estima-se que a variante Ômicron seja responsável por 98,3% do total de novos casos que circulam no país.

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As hospitalizações por Covid-19 também tiveram um salto. Na segunda-feira, os Estados Unidos atingiram o pico de 132.646, de acordo com contagem da Reuters. O número supera o recorde de 132.051 internações estabelecido em janeiro do ano passado.

As pessoas estão indo mais aos hospitais desde dezembro, sendo que o número de hospitalizações dobrou nas últimas três semanas, quando a Ômicron rapidamente ultrapassou a Delta como a versão dominante do vírus no país.

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Conforme a análise da Reuters, os estados de Delaware, Illinois, Maine, Maryland, Missouri, Ohio, Pensilvânia, Porto Rico, Ilhas Virgens Americanas, Vermont, Virgínia e Wisconsin e a capital, Washington, têm reportado níveis recorde de pacientes internados.

Embora os casos sejam potencialmente menos graves, autoridades de saúde alertaram que o grande número de infecções causadas pela variante Ômicron pode sobrecarregar os hospitais – alguns deles já suspenderam procedimentos eletivos para lidar com o aumento de pacientes em meio à escassez de funcionários.

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