O Ministério das Finanças do Reino Unido informou que irá reprimir os anúncios considerados “enganosos” de criptoativos, que focam em consumidores com pouco conhecimento sobre os riscos desse tipo de investimento. Nos últimos meses, houve um aumento no número de publicidade de criptomoedas por vários locais de Londres, principalmente com banners na internet. 

O Banco da Inglaterra veio a público e divulgou um comunicado à população referente a volatilidade do investimento, com considerável chance de perdas financeiras. Para divulgar uma promoção, a empresa de criptoativo deverá receber um aval da Autoridade de Conduta Financeira (FCA).

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Investimento ainda desconhecido 

Segundo o Ministério das Finanças do Reino Unido, cerca de 2,3 milhões de pessoas na Grã–Bretanha têm um criptoativo, mas dados demonstram que muitas desconhecem o investimento e nem sabem profundamente o que estão comprando. 

“Os criptoativos podem oferecer novas oportunidades empolgantes, oferecendo às pessoas novas maneiras de negociar e investir – mas é importante que os consumidores não estejam vendendo produtos com alegações enganosas”, descreveu o ministro das Finanças da Grã-Bretanha, Rishi Sunak, em comunicado.

Em uma consulta pública sobre promoções de criptomoedas, o Ministério decidiu incluir esse setor no escopo da legislação de promoções financeiras existente. Assim, a promoção de criptoativos qualificados, como Bitcoin ou Ethereum, estará sujeita às regras estabelecidas pela Autoridade de Conduta Financeira (FCA), da mesma forma que é exigida de outros segmentos, como de ações para produtos de seguros. 

Ilustração de criptomoedas
A partir de agora, o governo do Reino Unido só aceitará a divulgação de publicidade das empresas devidamente regulamentadas pelo Ministério de Finanças; medida visa aumentar a conscientização dos investidores. Wit Olszewski/Shutterstock

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Regulamentação das criptomoedas 

Com a decisão, somente empresas regulamentadas pela FCA ou pelo Banco da Inglaterra terão permissão para emitir suas promoções para criptoativos, ou seja, as companhias de criptomoedas não regulamentadas terão que pagar a uma empresa autorizada pelo governo para obter a aprovação dos anúncios. 

Essas novas regras ainda não incluem os tokens não fungíveis (NFTs) e nem a tecnologia de contabilidade distribuída, o blockchain, que sustenta as criptomoedas. 

“O que teria um impacto muito maior é reprimir as contas de mídia social onde as pessoas afirmam ter feito seus milhões comprando bitcoin, a maioria dos quais são fraudes ou esquemas de pirâmide glorificados”, afirmou Laura Suter, chefe de finanças pessoais da plataforma de investimentos. AJ Bell. 

Via: Reuters

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