A passagem próxima à Terra do asteroide 7482 (1994 PC1) chamou a atenção principalmente pelo tamanho da rocha espacial. Com mais de 1 km de largura, o asteroide passou a quase 2 milhões de quilômetros do nosso planeta na noite da última terça, 18 de janeiro. Uma distância mais do que segura, mas perto o suficiente para poder ser observado e registrado por observatórios brasileiros.

Órbita do Asteroide 7482 (1994 PC1) e sua aproximação da Terra em 2022 - Fonte: JPL, NASA
Órbita do Asteroide 7482 (1994 PC1) e sua aproximação da Terra em 2022 – Fonte: JPL, NASA

A partir do ROCG – Observatório Remoto de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, o astrônomo amador Carlos Henrique Barreto registrou a passagem do 7482 na noite de 17 de janeiro, um dia antes de sua aproximação máxima. A Lua, próxima de sua fase cheia, atrapalhou um pouco, mas não o suficiente para ofuscar o asteroide, que brilhava próximo da 11ª magnitude naquela noite.

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Asteroide 7482 registrado a partir de Campos dos Goytacazes, RJ - Créditos: ROCG / Carlos Henrique e Marçal
Asteroide 7482 registrado a partir de Campos dos Goytacazes, RJ – Créditos: ROCG / Carlos Henrique e Marçal

De Manaus, no Amazonas, Geovandro Nobre conseguiu fazer imagens do asteroide, que é maior que o Corcovado, a partir do Observatório Astronômico Rei do Universo (OARU). No vídeo, montado a partir de uma sequência de fotos, é possível ver a trajetória do asteroide durante um período de 30 minutos.

Asteroide 7482 registrado a partir de Manaus, AM - Créditos: OARU / Geovandro Nobre
Asteroide 7482 registrado a partir de Manaus, AM – Créditos: OARU / Geovandro Nobre

Outro registro interessante foi feito por Cristóvão Jacques, a partir do Observatório SONEAR em Oliveira, Minas Gerais. As imagens do asteroide foram captadas durante uma transmissão ao vivo no Canal AstroNEOS. Elas foram sequenciadas em uma animação, que mostra o asteroide centralizado e passando rapidamente em frente às estrelas.

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Asteroide 7482 registrado a partir de Oliveira, MG
Imagem:: SONEAR/AstroNEOS/Cristóvão Jacques

Tanto as imagens do SONEAR quanto do ROCG, foram registradas em preto e branco. Os dois observatórios amadores fazem parte do programa de busca de asteroides próximos à Terra e as câmeras em preto e branco são mais sensíveis, ideais para esse tipo de operação.

O registro do SONEAR também está com as cores invertidas (por isso as estrelas e o asteroide aparecem em preto). Essa é uma técnica utilizada para facilitar a percepção de objetos mais tênues e também ajuda a identificar a coma dos cometas que eventualmente cruzam o campo de visão da câmera.

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Seguro, mas não tanto

Apesar deste encontro, a quase 2 milhões de quilômetros, ser o mais próximo que o 7482 deve passar do nosso planeta nos próximos 200 anos, é preciso estarmos muito atentos a este asteroide. Isso porque, em sua órbita em torno do Sol, ele passa a apenas 80 mil quilômetros da Terra.

Ainda é uma distância segura, mas como asteroides estão sujeitos a perturbações gravitacionais e outros efeitos não-gravitacionais que podem interferir em sua trajetória, é necessário monitorá-lo sempre, para podermos perceber rapidamente qualquer alteração em sua órbita que possa representar algum risco mais sério de impacto com nosso planeta.

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