O Banco da Rússia divulgou, nesta quinta-feira (20), o relatório em que pede a proibição total de criptomoedas. Esse banimento dos ativos digitais já acontece em outros dez países, incluindo a China, além de outras dezenas com proibições implícitas em vigor.

A Rússia já havia banido os pagamentos com criptomoedas em 2020. No mês passado, o Banco Central do maior país do mundo também vetou investimentos nessa modalidade. Assim, a nova proposta é mais um passo na proibição das moedas digitais.

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Por que alguns países proíbem a mineração de criptomoedas?

Atualmente, a Rússia é o país que fornece mais de 10% do poder de computação para a rede Bitcoin. Uma grande preocupação é com o meio ambiente. Afinal, o uso intenso de energia para minerar criptomoedas não pode ser considerada uma atividade sustentável.

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Caso a proposta do Banco da Rússia seja acatada, instituições financeiras também ficariam proibidas de lidar com quaisquer transferências de ativos digitais. Ou seja, os russos não seria apenas proibidos de pagar os bens e serviços em Bitcoin, por exemplo, mas também de comprar a criptomoeda.

Por enquanto, porém, é difícil que aconteça a aprovação da proposta, já que é preciso o apoio do presidente Vladmir Putin. Há ainda os defensores das criptomoedas, que veem as redes quase imunes a proibições.

Mineração de criptomoeda Bitcoin
A Rússia fornece mais de 10% do poder de computação da rede do Bitcoin. Imagem: kitti Suwanekkasit/Shutterstock

Até agora, dez países já baniram as criptomoedas Argélia, Bangladesh, Catar, China, Egito, Iraque, Kosovo, Marrocos, Nepal e Tunísia. Parte desses países são de maioria muçulmana e a lei islâmica proíbe a cobrança de juros ou práticas financeiras consideradas exploratórias.

Na América do Sul, Bolívia e Equador são os países com posições mais céticas quanto as criptomoedas, enquanto Argentina, Colômbia e Venezuela adotam os ativos. No Brasil, há propostas para a regulamentação das moedas digitais.

Via: Decrypt

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