Uma pesquisa realizada pelo Instituto Salk, nos Estados Unidos, descobriu que uma substância química presente na maconha é capaz de tratar doenças neurodegenerativas como o Parkinson e o Alzheimer, preservando as células contra o envelhecimento.  

O composto canabinol (CBN) não é psicoativo, ou seja, não possui efeito capaz de dopar os pacientes. A principal autora da pesquisa, professora Pamela Maher, ressalta que o canabinol pode proteger os neurônios do estresse oxidativo e da morte celular, dois dos principais causadores do Alzheimer.  

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“Esta descoberta pode um dia levar ao desenvolvimento de novas terapias para tratar esta doença e outros distúrbios neurodegenerativos – como a doença de Parkinson”, ressaltou Maher.  

Já é de conhecimento geral que a maconha possui outros princípios ativos capazes de auxiliar no tratamento de doenças, como a delta-9 tetrahidrocanabinol (THC) e o canabidiol (CBD) e os estudos sobre a cannabis se concentram nestes compostos, deixando os conhecimentos sobre os poderes terapêuticos do CBN ainda desconhecidos.  

Até o momento, sabe-se que o CBN interrompe um tipo de morte celular denominada como oxitose que é desencadeada pela perda de um antioxidante conhecido como glutationa. Porém, é necessário que as células nervosas sejam tratadas antes que o dano oxidativo seja estimulado.  

Representação gráfica do Alzheimer
Substância presente na maconha pode auxiliar no tratamento de Alzheimer e Parkinson. Imagem: Lightspring/Shutterstock

“Fomos capazes de mostrar diretamente que a manutenção da função mitocondrial era especificamente necessária para os efeitos protetores do composto”, explicou Maher.  

“As evidências mostraram que o CBN é seguro em animais e humanos. E como o CBN funciona independentemente dos receptores canabinóides, ele também pode funcionar em uma ampla variedade de células com amplo potencial terapêutico”, contou o pesquisador Zhibin Liang. 

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