A variante Ômicron da Covid-19 é responsável pela nova alta nas ondas de casos da doença, mas um novo subtipo da cepa conhecido como BA.2 está preocupando autoridades de saúde de todo o mundo. A nova mutação do vírus já foi encontrada em mais de 57 países e é dominante na Dinamarca.

Cientistas pedem que o subtipo seja considerado uma nova variante devido às diversas mutações distintas da versão original da Ômicron, chamada de BA.1. Porém, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não informou nada sobre isso.

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A BA.2 ainda é muito nova, então cientistas possuem poucas conclusões sobre esta versão do SARS-CoV-2. Até o momento, evidências mostram que a subvariante não é mais agressiva que a BA.1, mas um estudo dinamarquês mostra que ela é mais transmissível e possui maior poder de infecção em pessoas já vacinadas.

As vacinas protegem contra a BA.2?

Os cientistas alertam que as vacinas continuam a ser a melhor forma de proteção contra a Covid-19 e todas suas variantes, incluindo a Ômicron e o novo subtipo BA.2. E os imunizantes seguem protegendo os pacientes de formas graves da doença.

Um estudo realizado na Dinamarca, entretanto, mostra que o subtipo BA.2 possui mais capacidade de infectar pessoas já vacinadas, até mesmo com a dose de reforço. Porém, notou-se que os vacinados infectados com a BA.2 transmitem menos que os vacinados contaminados com a BA.1.

O que já se conhece sobre o subtipo BA.2 da variante Ômicron? Imagem: Jon allende/Shutterstock

A BA.2 está no Brasil?

Infelizmente, o Brasil é um país que faz poucas análises sequenciais dos casos positivos de Covid-19, então é muito incerto afirmar o quão alastrada está a BA.2 no país. De acordo com o Ministério da Saúde, foram notificados dois casos do novo subtipo em São Paulo entre dezembro de 2021 e janeiro de 2022.

Como se proteger da BA.2?

A maneira de prevenção contra o novo tipo de mutação é o mesmo que para as outras cepas. Pesquisadores alertam a importância de se manter distante de aglomerações, higienizar frequentemente as mãos e, claro, utilizar máscaras de proteção. E o principal, para diminuir os riscos, caso necessário, é completar o ciclo vacinal contra a Covid-19.

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