A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um relatório que afirma que os mísseis norte-coreanos são financiados por roubo de criptomoedas. De acordo com os dados, milhões de dólares em criptomoedas roubados em ataques cibernéticos de Pyongyang bancam o programa da Coreia do Norte.

Foram cerca de US$ 50 milhões em ativos digitais furtados em 2020 e 2021. Os investigadores concluíram que essas criptomoedas são “importante fonte de receita” para o programa nuclear e de mísseis balísticos do país mais fechado do mundo.

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A investigação foi entregue ao comitê de sanções da ONU na sexta-feira (4). Ela diz ainda que os ataques coordenados de Pyongyang atingiram ao menos três câmbios de criptomoedas. Estes eram localizados na própria Ásia, na Europa e também na América do Norte, sendo decisivos para manter dinheiro do programa de mísseis.

A empresa de segurança Chainalasy é citada pelo relatório da ONU. No estudo da companhia, há a sugestão de que os ataques cibernéticos podem ser maiores dos que os US$ 50 milhões citados, chegando a US$ 400 milhões em ativos digitais para os cofres da Coreia do Norte, apenas em 2021.

Teclado de computador e a bandeira da Coreia do Norte estampada em uma das teclas e no canto abaixo escrito "hack"
As criptomoedas foram roubadas em ataques coordenados pela Coreia do Norte. Imagem: David Carillet/Shutterstock

Para conseguir efetuar os roubos, os ataques recorriam a “phishing, explorações de código, malware e engenharia social avançada para desviar fundos das carteiras quentes, ligadas à internet dessas organizações, transferindo-os para endereços controlados pela Coreia do Norte”.

Há três anos, a ONU avaliou que o país juntou a quantia de US$ 2 bilhões para financiar os programas nucleares e de mísseis balísticos. Todos os recursos foram angariados em ataques cibernéticos sofisticados. Isso tudo acontece mesmo com a Coreia do Norte proibida, desde 2006, pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, de testar e lançar mísseis balísticos.

Via: Agência Brasil

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