Com o apoio da Nasa e da Agência Espacial Canadense (CSA), o Deep Space Food Challenge (Desafio Alimentar do Espaço Profundo, em tradução livre — DSFC) entra agora em sua segunda etapa. 

Criado pela Fundação Methuselah, uma organização dos EUA sem fins lucrativos voltada para engenharia de tecidos e terapias de medicina regenerativa, o desafio visa premiar novas tecnologias ou sistemas que requeiram insumos mínimos e maximizem a produção de alimentos seguros, nutritivos e saborosos para missões espaciais de longa duração, que também tenham potencial para beneficiar as pessoas na Terra.

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Equipe brasileira destaque na primeira fase do desafio iniciou estudos com plantas ornamentais em jardins verticais (active living wall) em ambientes com restrição de iluminação em 2019, utilizando diferentes intensidades de luz LED
Imagem: Paulo Hercílio Viegas Rodrigues – ESALQ-USP

No fim de outubro passado, foram anunciados os vencedores da primeira etapa. Entre os destaques internacionais da competição, cujos vitoriosos foram todos dos EUA (confira a lista aqui), estava uma equipe brasileira formada por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ-USP), unidade situada em Piracicaba (SP).

Cada um dos 18 projetos vencedores da fase 1 (apresentação de projetos) recebeu US$25 mil (o equivalente a quase R$141 mil). A premiação total somou US$450 mil (o que ultrapassa R$2,5 milhões).

Agora, chegou o momento das equipes selecionadas (os 18 vencedores americanos mais os destaques internacionais que obtiveram aporte financeiro para prosseguirem na competição) fazerem seus protótipos e demonstrações de aplicação. A organização do evento vai identificar tecnologias de produção de alimentos que:

  • Ajudem a preencher lacunas alimentares para uma tripulação de quatro membros para uma missão de exploração de três anos de ida e volta sem reabastecimento;
  • Melhorem a acessibilidade dos alimentos na Terra, em particular, via produção diretamente em centros urbanos e em ambientes remotos e hostis;
  • Alcancem a maior quantidade de produção de alimentos com insumos mínimos e resíduos mínimos;
  • Criem uma variedade de alimentos palatáveis, nutritivos e seguros que exijam pouco tempo de processamento para os membros da tripulação.

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Como serão feitas as premiações da Nasa

Segundo a Nasa, a fase 2 oferece uma bolsa de prêmios total de US$1 milhão (R$5,5 milhões) e busca incentivar as equipes classificadas a desenvolver novas tecnologias e/ou sistemas para a produção de alimentos que não precisam atender às necessidades nutricionais completas das futuras tripulações, mas podem contribuir significativamente e ser integrados a um sistema alimentar abrangente.

Ainda de acordo com a agência norte-americana, a CSA fornecerá sua própria bolsa de prêmios para os times canadenses que se sagrarem vencedores.

As equipes dos EUA que ficarem entre os 10 melhores pontuadores serão nomeados “finalistas” e receberão US$20 mil cada da Nasa. Esses times passarão a competir na demonstração final. 

Após a demonstração final, as cinco melhores equipes norte-americanas serão premiadas com US$150 mil cada e poderão competir na terceira fase. Além disso, US$50 mil estarão disponíveis para prêmios bônus para até 5 equipes dos EUA a serem premiadas quando os finalistas forem anunciados. 

Segundo a Nasa, as equipes americanas não precisam ser nomeadas como finalistas para receber o prêmio bônus, devendo apenas cumprir os requisitos de elegibilidade.

Em relação aos destaques internacionais, as cinco equipes que pontuarem melhor serão reconhecidas como “finalistas”, e as três melhores serão reconhecidas como vencedoras da fase 2 do desafio. No entanto, as equipes internacionais não são elegíveis para receber o prêmio em dinheiro da Nasa.

As inscrições vão até o dia 28 deste mês, e os vencedores serão revelados no dia 20 de maio.

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