Sismógrafos estão sendo posicionados na área conhecida como “Plataforma Polar de Brunt”, na Antártida, para que cientistas possam descobrir se os instrumentos funcionarão como devem quando enviarmos missões às luas de gelo de alguns planetas do sistema solar.

Os sismógrafos — conhecidos como ”nodes” — são os menores e mais leves instrumentos do tipo, e foram posicionados ao redor da Estação de Pesquisa Halley VI. É a primeira vez que sensores do tipo são utilizados no continente gelado, que é o que temos de mais próximo das superfícies de Europa, Io e Ganimedes, três das maiores luas de Júpiter.

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O Centro de Pesquisa Halley VI, na Antártida, é palco de estudo que simula condições das luas de gelo em Júpiter e Saturno
O Centro de Pesquisa Halley VI, na Antártida, é palco de estudo que simula condições das luas de gelo em Júpiter e Saturno (Imagem: Wikimedia Commons/Reprodução)

O interessante é que, mesmo com um objetivo bem específico, os instrumentos estão servindo para coletar informações inéditas sobre a plataforma de gelo onde a estação de pesquisa está instalada. O time por trás do experimento já começou a analisar dados referentes aos movimentos do oceano contra a parede de gelo, bem como suas falhas e fissuras.

Outros sensores — chamados sensores de período curto (SPs) — também estão envolvidos na investigação: na Antártida, apenas um SP foi posicionado próximo aos sismógrafos, mas quando lançarmos missões às luas de gelo, a ideia é usar vários deles para criar uma rede de análise do interior dos satélites.

Nós já estamos usando os SPs — alguns deles são parte da missão InSight, da NASA, em Marte — e, em 2024, vários deles irão à (nossa) Lua como parte da missão Farside Seismic Suite. A partir daí, todo esse kit deve ser enviado a Júpiter ou Saturno, analisando a superfície das luas geladas de cada planeta para descobrir se elas têm — ou já tiveram — condições de abrigar formas primitivas de vida.

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