Um time internacional de pesquisadores, incluindo membros da Universidade de Notre Dame, na França, e colaboradores na China e Austrália, publicou em estudo um novo catálogo de amostras com dados de mais de 24 milhões de estrelas. O material pode ser usado como base na pesquisa do histórico químico da Via Láctea, um passo importante para compreender a formação de corpos como estrelas e planetas na nossa “vizinhança” no espaço.

O estudo marca um avanço notável para o campo conhecido como “arqueologia galáctica”, ao usar um novo método que mede a luz de cada estrela para aferir a abundância de metais pesados, como o ferro, bem como suas distâncias, movimentos e idades.

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Ao usar novo método para determinar o histórico químico em estrelas antigas da Via Láctea, pesquisadores de Notre Dame nos colocam mais perto de entender a história da nossa galáxia, desde seu nascimento
Ao usar novo método para determinar o histórico químico em estrelas antigas da Via Láctea, pesquisadores de Notre Dame nos colocam mais perto de entender a história da nossa galáxia, desde seu nascimento. Imagem: NASA/Reprodução

Tradicionalmente, o meio mais comum para se fazer esse tipo de cálculo vinha por meio da análise do espectro de baixa e média resolução dentro de uma amostra de estrelas. Tal método, porém, é incrivelmente demorado e metódico, e um erro no meio do processo faz com que ele seja reiniciado desde o princípio.

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“As abundâncias elementais de estrelas individuais podem ser traçadas até o enriquecimento químico da Via Láctea, desde quando ela começou a formar estrelas, pouco depois do Big Bang, até o tempo presente”, disse Timothy Beers, professor de Física na Universidade de Notre Dame e co-autor do estudo.

“Ao combinar essa informação com as distâncias e movimentos estelares, nós conseguimos restringir a origem de diferentes componentes da galáxia, tais como populações de discos e anéis”, ele continuou. “Adicionando a idade estimada (das estrelas), nós colocamos um ‘relógio’ neste processo, então um panorama muito mais completo dele pode ser determinado”.

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O novo trabalho de Beers pode ser muito útil na análise de estrelas com baixo teor de metais pesados (ele próprio assume um interesse em objetos com 1% ou menos da taxa de ferro do Sol). Como esses corpos nasceram no início do universo e foram perdendo seu teor metálico ao longo das eras, eles podem revelar a origem dos elementos da tabela periódica.

O novo estudo joga para 500 mil o número de “fósseis” estelares, segundo o especialista. Os detalhes completos podem ser vistos no Astrophysical Journal.

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