Veículos e Tecnologia

Lamborghini quer manter vivo o motor a combustão interna explorando combustíveis sintéticos

Por Ronnie Mancuzo, editado por Fábio Marton
15/02/22 19h59, atualizada em 15/02/22 20h01
Detalhe na logomarca da Lamborghini

Tverdokhlib/Shutterstock

Na contramão das tendências, a italiana Lamborghini ainda vê um futuro viável para o motor a combustão interna (ICE). Mesmo em tempos de uma cada vez maior aplicação da eletricidade na propulsão dos veículos que vêm sendo lançados pelas montadoras de todo o planeta (e principalmente na Europa).

Só para termos uma ideia, a Comissão Europeia propôs um corte de 55% nas emissões de CO2 dos carros até 2030 em comparação com os níveis de 2021 no continente. Não só isso, está sendo programada uma proibição total dos motores a combustão interna a partir de 2035.

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Combustíveis sintéticos

O CEO da fabricante de supercarros, Stephan Winkelmann, conversou recentemente com o jornal alemão Welt am Sonntag e admitiu querer que sua empresa mantenha o motor a combustão vivo após o final da década. Isso pode parecer impossível da perspectiva de hoje, mas Winkelmann tem um plano.

Em primeiro lugar, os modelos Aventador, Huracán e Urus serão equipados com acionamentos híbridos nos próximos anos. “Após a hibridização, vamos esperar para ver se será possível oferecer veículos com motor a combustão interna além de 2030”, disse o CEO da Lamborghini ao semanário alemão. “Uma possibilidade seria manter os veículos com motor de combustão vivos por meio de combustíveis sintéticos”.

Gasolina sintética, por exemplo, é um combustível desenvolvido por mecanismos que modificam os hidrocarbonetos. Sobre ela, vimos há alguns meses que um estudo do grupo ambiental Transport & Environment (T&E) descobriu gerar tanta poluição quanto os combustíveis fósseis convencionais.

Um Lamborghini totalmente elétrico à vista

Se a Lamborghini realmente continuar fabricando carros ICE na década de 2030, ela poderá se ver em um aparente desacordo com grande parte da indústria. Porém, no início deste ano, Winkelmann anunciou que lançará seu primeiro Lamborghini totalmente elétrico em 2028. Ainda naquele momento, um segundo modelo elétrico da marca já estava nos planos, uma vez que a segunda geração do SUV Urus também será 100% movida a bateria.

Ao que tudo indica, a Lamborghini – assim como as rivais Ferrari, Aston Martin e McLaren – estão procurando saber como mudar seus alcances para a energia da bateria sem perder o alto desempenho que suporta seus preços premium.

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