O CEO da EA, Andrew Wilson, disse em uma reunião interna com funcionários que a parceria com a FIFA, entidade máxima do futebol, está atrasando um melhor desenvolvimento de sua série de jogos de futebol. De acordo com o Video Games Chronicle (VGC), no ano passado o diretor também mencionou uma possível separação do nome afirmando que a licença da FIFA havia sido “um impedimento” para as ambições da empresa no estilo de jogo.

“Eu argumentaria – e isso pode ser um pouco tendencioso – que a marca FIFA tem mais significado como um videogame do que como um órgão regulador do futebol. Não tomamos isso como garantido e tentamos não ser arrogantes. Trabalhamos muito duro para tentar fazer a FIFA entender o que precisamos para o futuro”, disse Wilson à equipe em comentários publicados pela VGC.

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As informações foram concedidas ao veículo de forma anônima acrescentando também que para Wilson o único valor que a EA obteve da licença em um ano fora da Copa do Mundo foi “quatro letras na frente da caixa”.

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FIFA 22
EA sugere que seus jogos de futebol poderiam estar melhores sem parceria com a FIFA. Imagem: EA Sports/Divulgação

A EA licenciou o nome FIFA por quase 30 anos e agora está no final de seu último contrato de nomeação de 10 anos, que expira no final de 2022 após a Copa do Mundo do Qatar. Caso a EA decida por não renovar com a FIFA, apesar do próximo game ainda vir sob o título de FIFA 23, os sequentes a esse podem já vir com outros nomes.

A FIFA também já manifestou seu desejo se encerrar seu acordo exclusivo com a EA visando entrar em contato com mais empresas no espaço de jogos. Segundo reportagem do New York Times, o conflito nas negociações veio do desejo da EA por mais direitos e à suposta demanda da FIFA para que a EA dobre seu pagamento pela licença.

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A licença da FIFA traz diversas restrições à produtora de jogos com o que pode ou não ser incluído no game, já que a FIFA tem uma parceria com a Adidas, que interfere até em quais modos de jogos podem ser desenvolvidos.

“Nossos jogadores nos dizem que querem mais modos de jogo, coisas diferentes além do 11v11 e diferentes tipos de jogabilidade. Eu diria a vocês, tem sido uma luta para que a FIFA reconheça os tipos de coisas que queremos criar, porque eles dizem que ‘nossa licença cobre apenas certas categorias’”, explicou o CEO à equipe.

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Wilson ainda afirmou na reunião que comunicou todas as suas preocupações diretamente à FIFA, mas não estava confiante sobre um consenso entre as empresas.

“Vamos trabalhar nisso, vamos ser atenciosos e queremos ser bons parceiros da FIFA, mas não me surpreenderia se, no final das contas, seguirmos em uma direção diferente. No final das contas, acho que isso pode até ser melhor para nossos jogadores do que continuar com essas quatro letras na caixa”, concluiu Wilson.

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