A Ericsson, um dos nomes mais importantes na implementação do 5G em diversas regiões do planeta, colocou a segurança dos seus funcionários em risco ao insistir que continuassem atuando em território controlado pelo Estado Islâmico (EI) no Iraque. 

Pelo menos é o que revelam as informações divulgadas nesta segunda-feira (28) pela BBC. A solicitação da empresa terminou com o sequestro de um grupo de colaboradores por parte do grupo terrorista.

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Sede da Ericsson na cidade de Dusseldorf, Alemanha. Uma empresa multinacional sueca de redes e telecomunicações
Documento interno revelou atividades corruptas em 10 países. Imagem: nitpicker/Shutterstock

O CEO da empresa, Borje Ekholm, confirmou o caso após o vazamento de um documento interno sugerir que a empresa também enviou dinheiro ao EI para ter acesso a rotas de transporte diferenciadas no Iraque.

As notícias fizeram o valor de mercado da Ericsson cair cerca de US$ 5 bilhões.

Entenda o caso

Quando o Estado Islâmico tomou a cidade de Mosul, no Iraque, em junho de 2014, um funcionário da divisão jurídica da Ericsson recomendou encerrar as atividades no Iraque — mesma estratégia adotada atualmente por diversas empresas em meio ao conflito entre Rússia e Ucrânia.

Segundo o relatório, a companhia teria ignorado o pedido, apontando que a ação “destruiria os negócios da Ericsson no país”.

Um grupo de engenheiros da Ericsson chegou a ser enviado com uma carta pedindo a permissão dos terroristas para continuar trabalhando na região. Segundo a emissora alemã NDR, os funcionários foram recebidos e posteriormente capturados por homens armados.

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Em seguida, um dos membros do EI entrou em contato com a Ericsson exigindo US$ 2,4 milhões para que a empresa continuasse operando na área. Do contrário, “todos os outros” funcionários seriam caçados pelos terroristas. Os engenheiros dizem que só foram liberados depois de um mês.

Por fim, o documento interno revelou outras atividades corruptas em 10 países. Em 2019, a Ericsson chegou a um acordo de US$ 1 bilhão com as autoridades dos EUA após alegações de “corrupção generalizada”. Entretanto, a empresa não esclareceu se as novas revelações foram divulgadas na ocasião ao Departamento de Justiça americano.

Fonte: BBC

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