Paralisações de fábricas de automóveis têm sido algo relativamente comum desde o início da crise dos chips semicondutores. Desta vez, a Toyota foi quem anunciou o fechamento de todas as suas fábricas no Japão por tempo indeterminado, porém, surpreendentemente, isso nada tem a ver com os chips.

A Toyota, inclusive, foi uma das montadoras que melhor administrou a crise provocada pela escassez dos chips semicondutores no mercado automobilístico mundial. O fechamento, que será iniciado no começo de março, será motivado por um ataque cibernético.

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Ataque atingiu fornecedora de peças

O ataque em questão não foi exatamente à Toyota, mas à Kojima Industries, fornecedora da montadora, que sofreu um ataque cibernético de grande magnitude. A Toyota espera que tudo seja resolvido dentro de um ou dois dias, porém, a empresa não opera nesta terça-feira (1).

“Devido a uma falha de sistema em um fornecedor doméstico (Kojima Industries Corporation), decidimos suspender a operação de 28 linhas em 14 fábricas no Japão na terça-feira, 1º de março (1º e 2º turnos)”, escreveu a Toyota, em nota enviada à imprensa.

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“Pedimos desculpas aos nossos fornecedores relevantes e clientes por qualquer inconveniente que isso possa causar”, prosseguiram. “Também continuaremos a trabalhar com nossos fornecedores no fortalecimento da cadeia de suprimentos e empreenderemos todos os esforços para entregar veículos aos nossos clientes o mais rápido possível”, completou a empresa.

Mais de 13 mil carros atrasados

Volante de um carro da Toyota, que prepara sistema operacional para 2025
Paralisação deve atrasar a entrega de mais de 13.000 carros. Poring Studio/Shutterstock

Com a paralisação, mesmo que por apenas dois dias, a Toyota deve atrasar a entrega de mais de 13.000 carros. Na Kojima, por sua vez, os ataques cibernéticos seguem sendo amplamente investigados, mas ainda não foi possível encontrar quem é o culpado pela invasão.

Além do ataque cibernético à sua parceira estratégica, a Toyota passou por desafios de produção na América do Norte nas últimas semanas. Na ocasião, linhas de produção da empresa ficaram sem suprimentos por conta de uma greve de caminhoneiros na fronteira dos EUA com o Canadá.

Via: Auto Evolution

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