Na madrugada desta sexta-feira (4), o Projeto Telescópio Virtual, serviço prestado pelo Observatório Astronômico Bellatrix, com sede em Roma, na Itália, fará uma transmissão ao vivo da passagem do asteroide 2001 CB21, que cruzará com segurança nossa vizinhança. A live começa a partir da meia-noite de quinta para sexta (horário de Brasília), na WebTv do projeto e no canal oficial no YouTube.

Embora a rocha espacial de 560 metros de comprimento e mais de 1km de diâmetro seja tecnicamente classificada como “potencialmente perigosa”, não há necessidade de se preocupar. Isso porque ele passará relativamente longe do nosso planeta. Sua aproximação maior será de cerca de 4,9 milhões de km, o equivalente a 13 vezes a distância média da Terra à Lua, de acordo com o Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS) gerenciado pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), da Nasa.

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São considerados “Objetos Potencialmente Perigosos” (PHOs, na sigla em inglês) quaisquer corpos, sejam asteroides ou cometas, cuja órbita intersecte a da Terra a uma distância mínima de 7,5 milhões de quilômetros (19,5 vezes a distância entre a Terra e a Lua) e tenham um diâmetro de cerca de 140 metros ou mais.

Normalmente, o projeto usa um telescópio baseado perto de Roma, dirigido pelo fundador Gianluca Masi. “O asteroide potencialmente perigoso (138971) 2001 CB21 fará uma passagem relativamente próxima e obviamente segura por nosso planeta”, disse Masi em um comunicado. “O Projeto Telescópio Virtual mostrará ao vivo, online: junte-se a nós do conforto de sua casa!”.

Nasa vigia o espaço a procura de asteroides que possam ameaçar a Terra

Conforme destaca o site Space.com, a Nasa está constantemente de olho nos asteroides usando uma rede de telescópios parceiros, bem como observações espaciais, organizadas pelo Escritório de Coordenação de Defesa Planetária. 

A agência testa sistematicamente tecnologias de defesa de asteroides, com o uso de recursos como a espaçonave Double Asteroid Redirection Test (DART), de 550 kg, que em setembro irá colidir com o asteroide Dimorphos, uma “lua” do asteroide Didymos, numa tentativa de alterar sua órbita para determinar a eficácia deste método.

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