A Marinha dos EUA anunciou que conseguiu com sucesso recuperar a aeronave F-35C Lightning II que caiu no início deste ano no Mar da China. Conforme aponta a nota oficial dos militares americanos, os destroços foram recuperados de uma profundidade de aproximadamente 12.400 pés (equivalente a mais de 4,2 mil metros abaixo da água).

“A aeronave foi recuperada usando um CURV-21, um veículo operado remotamente (ROV), que conectou cordas especializadas e linhas de içamento à aeronave. O gancho de içamento do guindaste do navio foi então abaixado até o fundo do mar e conectado ao cordame, e então levantou a aeronave para a superfície e içou-a a bordo do Picasso”, explica a publicação oficial. “Picasso” é o nome da embarcação de construção de apoio ao mergulho (DSCV).

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Agora, a aeronave deve ser entregue em uma instalação militar próxima para auxiliar na investigação em andamento. Em seguida, será avaliada para potencial transporte para os Estados Unidos.

Uma operação desafiadora

No dia 24 de janeiro, a moderna aeronave de quinta geração – uma das mais avançadas do mundo, carregando alta tecnologia – fez um pouso forçado no porta-aviões USS Carl Vinson durante um exercício militar no Mar da China Meridional. O piloto conseguiu ejetar com segurança, antes do caça furtivo afundar. Todos os feridos (incluindo ele) foram evacuados para as Filipinas, para atendimento médico.

As operações para recuperação do jato foram descritas naquele momento como desafiadoras. Em meio aos planos para a tarefa, havia o receio de que, por estar em águas internacionais, aquele que encontrasse a aeronave primeiro teria ela para si. A recuperação do caça alivia os temores de que a China ou a Rússia pudessem apreendê-lo, seja para replicar a tecnologia a bordo ou descobrir maneiras de derrotar aeronaves militares semelhantes.

Embora a Marinha americana não tenha especificado onde as operações de resgate ocorreram, a Guarda Costeira do Japão havia emitido em janeiro um aviso alertando sobre as operações de resgate em uma porção norte do Mar da China Meridional, na região de um grupo de ilhas artificiais nas quais Beijing construiu uma base aérea e outras infraestruturas militares.

Conforme traz o site USNI News, a recuperação do F-35C segue uma tarefa parecida na qual Reino Unido, Itália e Estados Unidos montaram uma operação de salvamento no ano passado para um F-35B britânico. O jato havia caído no Mediterrâneo após uma decolagem do porta-aviões HMS Queen Elizabeth.

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