Um grupo de pesquisadores franceses comparou a eficácia dos imunizantes da Janssen (Johnson & Johnson) e da Pfizer para conseguir avaliar o efeito protetor das vacinas contra a Covid-19. Com os resultados, eles concluíram que as fórmulas com mRNA (RNA mensageiro), como a da Pfizer, acabam desencadeando uma melhor resposta imune ao corpo humano.

O estudo foi publicado na revista científica ‘Journal of the American Medical Association (Jama)’ e desenvolvido por pesquisadores da French National Health Insurance. Eles calcularam a efetividade das vacinas na população francesa, utilizando o Sistema Nacional de Dados de Saúde do país como ponto de partida.

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“Embora a vacina Ad26.COV2.S (Janssen) tenha mostrado uma eficácia de 85,4% contra a Covid-19 grave ou crítica no seu principal ensaio, a sua eficácia na população geral contra a hospitalização por Covid-19 foi estimada em aproximadamente 68%, em comparação com aproximadamente 90% para vacinas de mRNA”, explicaram os autores sobre as descobertas.

Sendo assim, a efetividade de uma dose da vacina da Janssen foi estimada em 68% e da Pfizer em 90%. Os cientistas disseram que os resultados sugerem a importância da aplicação de uma segunda dose de Janssen aos imunizados.

Os pesquisadores franceses também incluíram 689,2 mil participantes vacinados com a Janssen e 689,2 mil com a fórmula da Pfizer, com idade média de 65 anos. Os dados de saúde dos indivíduos foram acompanhados por cerca de 54 dias e a partir do 28° dia da imunização.

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Além disso, de acordo com os autores, “os participantes dos dois grupos [Janssen e Pfizer] foram pareados individualmente de acordo com idade, sexo, área de residência (100 áreas) e data da vacinação completa”. Portanto, depois de analisar os dados médicos, “o risco de hospitalização em decorrência da Covid-19, a partir do dia 28 após a injeção, foi 5,2 vezes maior em indivíduos vacinados com Ad26.COV2.S (Janssen) em comparação com aqueles vacinados com BNT162b2 (Pfizer)”.

Por outro lado, é importante ressaltar que os dados usados no estudo foram coletados até o dia 31 de agosto de 2021, então, os valores da eficácia do mundo real podem sofrer alterações contra a variante Ômicron e por isso as doses de reforço são necessárias. Vale lembrar também que tanto a Pfizer com a Janssen estão disponíveis – e sendo aplicadas – no Brasil.

Fonte: Jama  

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